O ano que procuro

Busco um abrigo da ignorância e da patetice,
um ciclo onde possa vivenciar o desconhecido.

Procuro esse tempo de placidez e serenidade
que me leve à ousadia de existir e persistir,
de plantar e desabrochar… e de florir.

Quero um longo momento feito de meses bons,
algo assim como um ano santo, sem demônios,
nem assombrações. E sem sombras…

Um período marcado por uma única escuridão:
a das noites sem estrelas,
mas perto de alguém que brilhe e ilumine.

Sou pretencioso sim, mas não arrogante,
aspiro um pouco de sossego, para amar mais e mais
e melhor, usando o que a vida me ensinou
e não soube aprender… nem sei bem porquê.

Espero achar tudo isso em você, 2013.

Autor: Raul Cânovas

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