Picea abies

árvore-de-natal-verdadeira, pinheiro-de-natal

Penso que, aproveitando a data, é interessante falar do pinheiro mais usado nas festas natalinas em toda Europa. Desde criança me fascinava os relatos da minha mãe, contando suas idas a um bosque, no Alpes Julianos da Eslovênia, para cortar um pequeno exemplar que serviria na decoração da sala da casa onde, pequena, morava com meus avôs. Isto não era considerado desmatamento, porque era até necessário ralear o bosque permitindo dessa forma a entrada de luz solar. Com a ajuda de um trenó ia com meu avô – pai dela – e escolhia um bem bonito e com a forma tipicamente cônica desta espécie, nos primeiros anos de vida, já que com os anos este formato muda, perdendo a graça. Na pequena vila que minha mãe nasceu, as pessoas consideravam esse pinheiro, de ramos arqueados, algo assim como um amigo que simbolizava a vida eterna e os protegia do demônio. Suas raízes estendidas o “ancoravam” na terra resistindo as nevascas frequentes e lhe davam a fama de árvore com firmeza inabalável.

Seu cultivo, no Brasil, é difícil, a não ser em regiões como São Joaquim, em Santa Catarina, onde a 1.300 metros acima do nível do mar, neva no inverno. A Picea abies, cujo nome deriva do latim pix, por causa da grande produção de resina, não suporta calor nem invernos com estiagem prolongada, assim como terrenos secos e argilosos e a poluição das cidades. Os luthiers usam sua madeira para a fabricação das caixas de ressonância dos violinos.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

Autor: Raul Cânovas

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