Ano novo, vida nova

 Será mesmo? É possível que a troca do calendário traga mudanças ao nosso cotidiano?

Todo final de ano é a mesma coisa, desejamos aos outros doze meses de bonança e nos cobramos atitudes que, supostamente, vão fazer que pareçamos melhores perante os demais. Recorremos às frases feitas desejando que todo o mundo seja feliz. Todo o mundo mesmo! Enviamos e recebemos cartões e mensagens eletrônicas com as mais grandiosas frases, de modo indiscriminado e, na maioria das vezes, impensado.

Sei que caberia um recado jubiloso nestes últimos dias do ano, mas sei também que precisamos começar 2012 de forma sincera, manifestando emoções verdadeiras. Se pretendermos uma virada, uma nova vida, que tal ambicionar a franqueza naquilo que manifestamos e também, claro, em tudo que almejarmos para nós mesmos?

A boa educação manda que, diplomaticamente, usemos de cortesia com todos aqueles que nos são próximos. No entanto pertencemos a uma geração com inter-relacionamentos intensos, onde vizinhos, colegas e parentes se multiplicaram de uma maneira que surpreenderia a geração de nossos avôs, transformando aquela meia centena de próximos em milhares. Então como que posso desejar a mesma coisa para meu amigo do peito e para aquele outro do Facebook que mal conheço? Como vou tratar da mesma maneira, com a mesma afetividade, a tia que me carregou no colo, quando criança, e a tia de meu cliente ou do meu cunhado? Devemos ser carinhosos, mas da mesma forma francos com os nossos sentimentos, afirmando o que realmente queremos que os outros ouçam e que, seguramente, é a simplicidade de quem, generosamente, deseja coisas boas e verdadeiras.

Por falar de verdadeiro, vamos ser honestos com as exigências que fazemos à nossa pessoa. Nada de querermos uma silhueta perfeita ou um status social que dê prestígio, mais importante do que isto é conquistar uma posição de respeito através das nossas ações rotineiras que denotem nobreza e dignidade. Esbelto e atraente deve ser nosso perfil como pessoas, isto é fundamental, sermos belos por dentro, encantar aos que nos cercam pelo que fazemos e falamos, de forma autêntica e espontânea.

Manacá da serra

Para encerrar a última crônica do ano, não podia deixar de falar das flores. Obviamente me refiro às naturais e não às de plástico, ou seja qual for o material com que são fabricadas as artificiais. Quem tiver olhos para ver, deixo meu desejo para que não perca a florada do manacá, cujas pétalas começam brancas e evoluem até o roxo, transitando pelas cores de rosa. Quem não puder vê-las poderá contentar-se com o aroma de algum jasmim. Eles são a verdade da natureza.

Um 2012 muito “verde” para todos, é o que o “JARDIM DAS IDEIAS” quer para todos seus seguidores…de verdade!!!

Autor: Raul Cânovas

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