Água no pequeno jardim

Um lago é uma massa d’água cercada de terra por todos lados. Só isso?

Certamente é muito mais aos olhos daquele que o contempla e descobre as sinuosidades de seu contorno e o relevo do terreno que o levou, quase que naturalmente, a acumular nessa depressão: um pouco de água, alguns peixinhos e, também, uma boa quantidade de plantas para alegrar nossa alma. Mas tem mais, quando projeto um espelho d’água, procuro metas ambiciosas que levem as pessoas a se sentirem bem ouvindo o barulho da água manando entre as pedras e percebendo, também, o perfume intenso que surge de um canteiro de lírios-do-brejo.

Esse espaço aquático pode ser simétrico, desenhando uma estrutura que combine formas regulares nos seus lados opostos (este método era usual na Idade Média e no Renascimento onde as fontes eram sempre formais e pomposas) e pode também ser irregular com margens atrevidas, onde as pedras e as plantas interagem para que o conjunto todo apresente certo bucolismo, nos deixando mais à vontade e melhor sintonizados com a natureza.

Para que este sonho se torne uma realidade é fundamental respeitar os aspectos técnicos, que nos livraram, no futuro de: vazamentos, água turva e depósitos de algas; e o lado relacionado com o traçado que terá que levar em conta as proporções e o desenho, tirando o melhor partido do espaço que dispomos.

Por Raul Cânovas.
 

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