Aphelandra Sinclairiana

Aphelandra Sinclairiana

 Afelandra rosa, afelandra coral

Este gênero vegetal faz parte de um grupo de 200 espécies de arbustos lenhosos ou herbáceos, nativos na América tropical. Seu nome deriva do grego (apeles = solitário; aner = macho), em alusão às anteras unicelulares da flor. As afelandras são acantáceas, uma família com 250 gêneros (a afelandra é um deles) e aproximadamente 3.000 espécies. Alguns trabalhos apontam 275 gêneros e até 4.000 espécies. As acantáceas mais conhecidas pelos paisagistas brasileiros são as: asystacias, barlerias, justicias, odontonemas, pachystachys, ruellias, sanchezias, thunbergias e muitas outras que apresentam semelhanças genéticas e floração – na maioria das vezes, exuberante. Uns poucos indivíduos desta família vivem em regiões de clima temperado. Talvez a mais conhecida habitante de territórios com invernos frios seja o acanto-grego (Acanthus mollis), célebre por ter inspirado o famoso escultor Calímaco a fazer o capitel da coluna coríntio que, com suas formas, sugere as folhas dessa planta. O Templo de Zeus, em Atenas é ornamentado com elas.

Mas deixando um pouco a taxonomia de lado e começando com os elogios merecidos a esta planta, bastaria dizer que as flores, com mais de 20 centímetros, são de uma beleza rara. Coloridas pelos tons de salmão, alaranjado e magenta, proporcionam um atrativo inicial aos beija-flores (particularmente o pequeno ermitão) que acabam por se deliciar com o néctar de suas flores e também a outros pássaros, como o Toutinegra, habitante comum nas regiões mais quentes da América do Sul e América Central.

A planta é ideal, para ser cultivada e admirada, em solos férteis, nas áreas sombreadas do jardim praiano ou nas regiões mais quentes e úmidas do Brasil. Cenograficamente falando, reluz melhor quando forma grupos com várias mudas dela.

 

Autor: Raul Cânovas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *