Aglaia odorata

Aglaia odorata

O bairro Higienópolis, São Paulo, foi em termos urbanísticos, uma espécie de revolução na arte de edificar uma metrópole, um concreto novo para os barões do café que procuravam o melhor e mais saudável clima da cidade.

As primeiras residências datam de 1880, mas foi uma lei promulgada em 1898 que obrigou as novas edificações a terem um recuo de 6 m do alinhamento e outros 2 m nas laterais; a idéia foi do paisagista Joseph Bouvard que chegara da França depois de ter ocupado o cargo de chefe de Parques e Passeios de Paris, na sua bagagem trouxe umas mudas destas aglaias que, por sua forma colunar e sua estrutura praticamente acaule, se transformaram em sebes indispensáveis nas laterais das mansões.

Na mitologia grega Aglaia era uma das três graças, filha de Vênus, seu nome significa esplendor. Talvez seja por esse motivo que as folhas desta arvoreta brilham tanto nas primeiras horas da manhã.

Autor: Raul Cânovas

Nome científico: Aglaia odorata.
Nomes comuns: Murta-do-campo, Agláia, Loureiro.
Sinônimos estrangeiros: Chinese Rice Flower, Chinese Perfume Tree, Mock Lemon (em inglês); Cinamomo, Sinamomomg-Sungsong (em chinês).
Família: Meliacea.
Características: arvoreta de crescimento lento.
Porte: até 8 m, mas pode chegar a 12 m, com copa de 2 m a 3 m de diâmetro. Aceita podas.
Fenologia: aparecem várias vezes ao ano.
Cor da flor: amarelo-creme de fragrância doce e delicada, particularmente à noite.
Cor da folhagem: verde médio.
Origem: sul da China, sudeste asiático, Indonésia e Filipinas.
Clima: subtropical/tropical.
Luminosidade: sol pleno ou sombra parcial.

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