Tropaeolum majus

 Capuchinha, chagas, nastúrcio, flor-de-sangue, agrião-do-méxico, colearia-dos-jardins

Um dos destaques desta planta, utilizada nas forrações de canteiros, são suas folhas peltadas, isto é, redondas, com o pecíolo inserto quase no centro delas. Seu poder desinfetante atua como antibiótico natural sobre alguns vírus e bactérias e certas doenças pulmonares, graças aos óleos essenciais que contém, como benzoato de mostarda.

Cultivadas também em jardineiras e vasos, transforma-se em uma pequena trepadeira se conduzida através de suportes. Tanto as folhas, como as flores e as sementes, são comestíveis, dando um leve sabor picante, lembrando agrião. As saladas ficam com visual muito bonito e isto não passou despercebido pelos jesuítas, que levaram a capuchina à Europa já no século XVI para seu uso gastronômico, inclusive Rembert Dodoens (1517 – 1585), botânico e médico flamenco, a cultivava em seus jardins, dando-lhe muita importância para a prevenção do escorbuto, pela riqueza de vitamina C.

Os botões florais, ainda verdes, podem ser macerados em vinagre, temperados com folhas aromáticas do estragão e uma pitadinha de pimenta malagueta.

Mas voltando aos nossos jardins, devemos dar-lhe um bom espaço já que, com o tempo, torna-se invasora. No entanto é repelente de nematóides e uma infusão feita com as folhas e as flores é uma boa receita para controlar pulgões.

Acesse mais detalhes e informações na nossa Biblioteca de Espécies.

Autor: Raul Cânovas

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