Queimadas, um problema ambiental

Os aborígenes, australianos, africanos e os nossos, aqui, na América, tinham por hábito limpar a roça, queimando o terreno. Essa prática, infelizmente é empregada até hoje em muitas regiões do país e, na maioria das vezes, sem os cuidados necessários para evitar danos ao meio ambiente.

É comum ver estas queimadas quando andamos pelo interior de qualquer Estado. Quando viajamos de avião, especialmente se o vôo for noturno, é fácil perceber incêndios provocados em áreas rurais. Sobrevoando a região amazônica, ou as imensas extensões de Cerrado, em Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia ou Maranhão e normal presenciar essa prática.

Gostaria deixar um alerta para que se evite esse tipo de manejo agrícola, já que ele desgasta o solo ao retirar-lhe a umidade, desgastando de modo radical seus nutrientes, além de exterminar os microorganismos presentes nele, que garantem a fertilidade da camada superior.

Se, no entanto, a queimada for inevitável, recomendo os seguintes cuidados:

Em áreas próximas de reservas ambientais, não realize queimadas;
Avise seus vizinhos o dia que irá fazer à queimada;
Faça a tarefa a noite, já que a umidade reduz a propagação;
Ao redor do terreno a ser queimado, faça uma faixa corta-fogo de, pelo menos, 5 m de largura;
Confine os animais;
Acenda o fogo de fora para dentro;
Fique atento a direção dos ventos;
Deixe anotado o telefone dos bombeiros, para chamá-los em caso de emergência;
A cada 200 m coloque alguém, para vigiar o fogo;
10° A queimada não deve ser feita a menos de 2 km das construções.

Autor: Raul Cânovas
 

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