Programa Copa Verde

Em Cuiabá, no Mato Grosso, foram plantadas ontem as primeiras 500 mudas das mais de 1,4 milhões que o projeto prevê até a Copa de 2014

 

Para neutralizar o impacto ambiental causado pela construção do estádio Arena Pantanal que sediará os jogos do Mundial, a Agecopa se lançou ontem em uma empreitada que promete revitalizar a flora nativa em uma região próxima dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço.


Maquete do Estadio Arena Pantanal

São 62 espécies autóctones que irão devolver a paisagem original desse bioma, segundo afirma Éder Moraes, presidente da comissão organizadora do Mundial na capital do Estado. Ele declarou também que: “A Agecopa dará as mudas e toda a assistência técnica gratuitamente aos ribeirinhos. Quando as árvores estiverem plantadas, compraremos deles os créditos de carbono. Com esse projeto queremos a realização da primeira Copa Verde no mundo, aliando sustentabilidade à inclusão social”.


Estufa onde se cultivam as mudas

Moraes disse que R$ 710 mil reais serão repassados aos sitiantes como pagamento pelos serviços ambientais, o maior montante já pago diretamente à população no Brasil pelo trabalho ecossistêmico. A construção do estádio é a primeira obra que integra o projeto Copa Verde, entretanto outros empreendimentos ligados à Copa poderão, igualmente, ter a emissão de carbono neutralizada.

O governador Silval Barbosa, no pronunciamento de ontem, disse que além de estimular a sustentabilidade do Meio Ambiente, é essencial que os mato-grossenses que desconhecem as leis ambientais tenham agora a oportunidade de adequar-se à legislação e de participar da preservação deste bioma. “O rio é a vida dessas pessoas e é muito importante levarmos a eles cidadania e educação ambiental” afirmou.


O governador Silval Barbosa plantando uma muda

O prefeito de Santo Antônio de Leverger, município com 17.000 habitantes, Ugo Padilha, destacou que há muito tempo os ribeirinhos esperam por uma iniciativa que dê a eles a oportunidade de adequar-se à legislação ambiental e recuperar a mata ciliar do rio Cuiabá. A ideia conta com a parceria da Agecopa e do Instituto Ação Verde, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. O superintendente da entidade, Paulo Borges, explicou que, com base no projeto do estádio, calculou-se a emissão de 711 mil toneladas de carbono, para sua construção.


Na semana do Meio Ambiente, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP) falou sobre as leis existentes para proteção das nascentes e margens dos rios e rodovias.

Borges manifestou que: “Para cada tonelada de carbono emitida são necessárias sete árvores para compensação. Cada árvore nativa sequestra em média 138 quilos de carbono no período de 30 anos”. O projeto abrange propriedades rurais distribuídas por nove municípios do Estado, sendo os maiores Cuiabá e Várzea Grande.

Nesta quinta-feira estarei em Cuiabá e Várzea Grande, por ocasião de uma palestra que farei na Confortex e poderei, seguramente, comprovar tudo isto pessoalmente.

Autor: Raul Cânovas

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