Pilea cadierei

 Pileia, alumínio, planta-alumínio.

Os paisagistas enfrentam, às vezes, um problema de custos quando precisam encontrar um número grande de forrações para preencher áreas de sombra. Embora ache que as plantas têm preços baixos, comparados ao mercado de outros produtos e, particularmente, quando as mudas são confrontadas com o que se paga pelo mesmo produto lá fora, o custo pode ser alto, neste caso. Se for necessário cobrir uma área de bosque sombreada, com canteiros que totalizem 300 ou 400 metros quadrados, será inevitável adquirir mais ou menos 400 caixas de mudas de alguma forração e gastar por volta de R$ 2.500,00. Entretanto se o plantio for feito na primavera, podem ser usadas estacas de algumas espécies muito rústicas e de “pegamento” rápido.

É o caso da Pilea cadierei. Esta planta é originária do Leste da Península da Indochina, nos vales formados pela cadeia montanhosa anamítica do Laos e Vietnã. Mas tornou-se subespontânea na Mata Atlântica, onde encontrou o ambiente ideal para alastrar-se, graças à umidade alta e a boa fertilidade do solo, requisitos importantes para seu cultivo. Quando as estacas são plantadas diretamente no solo, previamente preparado com 80% de um bom substrato e 20% de areia de rio, soltam raízes rapidamente, se não faltar água, claro. Podem ser usadas 16 mudas por metro quadrado, isto é, uma a cada 25 centímetros, plantadas em triângulo equilátero.
As estacas são obtidas dos cortes que a planta agradece, para não espichar em demasia e os adubos nitrogenados como a torta de mamona favorecem o desenvolvimento. Como podemos constatar é uma solução atrativa e barata se encontramos plantas matrizes, para aproveitar essas estacas e reproduzir a planta em amplas extensões.

Acesse mais detalhes e informações na nossa Biblioteca de Espécies.

Autor: Raul Cânovas

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