Parte I - Apartamentos de cobertura


Cordyline terminalis.

   
Abutilon megapotamicum, Psidium cattleyanum e Allamanda blanchetti.

Nas grandes cidades é muito comum à tendência de criar no último andar dos edifícios um projeto diferenciado. As coberturas apresentam uma grande vantagem pelo fato de serem praticamente casas e estarem localizadas em regiões muito bem servidas em termos de comércio e de serviços. Quando arquitetonicamente bem planejadas, elas reúnem nas áreas externas, espaços destinados a uma boa churrasqueira, a uma piscina, pequena, sem dúvida, mas muito bem aproveitada nos dias de verão e a um jardim que se ergue como um oásis em meio a tanto concreto.

O problema mais sério na construção de espaços paisagísticos em coberturas diz respeito às plantas do jardim: muitas não vingam, outras ficam com uma aparência triste e meio desbotada. Por isso, as plantas a serem usadas para compor o jardim devem gostar de sol pleno e vento, ou seja, tem que possuir uma rusticidade que lhes permita suportar, com uma certa indiferença, as mudanças bruscas de temperaturas e – mais importante ainda – não podem ser plantas que possuam raízes muito profundas, ou agressivas. Apesar dessas limitações é possível projetar um jardim obedecendo a um estilo determinado, e isso podendo inclusive contar com árvores como murtas, magnólias de flores roxas e também algumas frutíferas, que com o passar do tempo podem proporcionar uma sombra muito agradável.

A impermeabilização e as camadas drenantes devem ser feitas antes do aterro dos canteiros, para evitar problemas graves de infiltrações. Contra ao que normalmente se acredita, o jardim não causa umidade, nem vazamentos; mas, ao contrário, a terra funciona como um isolante termo-acústico que minimiza enormemente as mudanças climáticas. A fim de que possamos compreender isso melhor, imaginemos uma laje nua, exposta às intempéries – por volta das sete horas – a temperatura no mês de agosto pode baixar até zero grau centígrados – se por qualquer motivo o inverno passar por um daqueles veranicos, tão comuns no sudeste – às duas da tarde essa laje vai estar bastante quente e se logo em seguida chover a temperatura pode cair bruscamente outra vez; com todas essas mudanças é lógico que essa superfície sofra dilatações e, como conseqüência, acabe apresentando rachaduras. Por isso é aconselhável à construção de um jardim por cima das lajes, desde que se tome as devidas precauções, a durabilidade das estruturas de concreto tende a aumentar e não a diminuir.

Confira aqui as espécies indicadas!

Autor: Raul Cânovas
 

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