Paisagismo e tecnologia

Quando pensamos em jardinagem imediatamente surge na nossa cabeça um velhinho de barbas brancas, coroado por um chapéu de palha devidamente surrado. Também imaginamos que revolver canteiros e podar roseiras é uma tarefa típica de senhoras, como aquela que protagoniza o filme “Beleza Americana”.

Evidentemente que esses personagens existem na vida real e até conseguem um relativo sucesso, empunhando tesouras, pazinhas e outros apetrechos. São artesões do verde e fiéis a tradição: peneiram terra no braço, usam regador de lata e afugentam os pássaros dos canteiros, recém semeados, com espantalhos horrendos.

Não há dúvida que tudo isso é bastante romântico e transforma a tarefa do jardineiro amador em algo bucólico e, de certa maneira, relaxante. Porém, a tecnologia avançou tanto que acabou por invadir sem o menor sentimento de culpa este setor, que, até pouco, era po&eaeacute;tico e bastante rudimentar.

A partir da década de sessenta, quando foi lançada a máquina de cortar grama elétrica, a ciência passou a dar aportes à indústria para colocar no mercado consumidor uma série de “engenhocas” destinadas ao jardineiro dos nossos dias. Depois dessa segadora, a Flymo inventou uma máquina de ceifar flutuante, que aliviava a tarefa de podar gramados em taludes. Como  vocês podem perceber, em menos de dois séculos, passamos do alfanje para a tecnologia de ponta. Isso sem falar dos produtos que, pulverizados por cima das áreas gramadas, retardam o crescimento, diminuindo a mão de obra.

Hoje, tanto os jardineiros como aqueles que têm como hobby o cultivo de plantas ornamentais dispõem de recursos para economizar tempo, esforços e até conseguir melhores resultados. Tudo graças a ferramentas como as tesouras telescópicas com serra, desenvolvidas pela Stihl, que cortam galhos de árvores com precisão e a distância, ou aos aspiradores de grama, que ajudam bastante na manutenção de um jardim livre de folhas secas agora no início da estiagem.

Os próprios cultivadores de árvores, arbustos e outras espécies destinadas ao paisagismo vêm melhorando a produção, graças aos substratos feitos com cascas de pinus, bio-estabilizadas e enriquecidas com nutrientes e outros elementos. Dependendo da fórmula da muda a ser produzida, os hormônios também possibilitam o enraizamento rápido e seguro das estacas que se transformarão mais tarde em plantas. Além disso, sistemas de irrigação, equipados com timers e sensores de umidade, irão permitir que estas mudas se desenvolvam satisfatoriamente, economizando água e racionalizando mão de obra.

A tecnologia não apenas entrou nos escritórios levando computadores, ou nas indústrias colocando robôs, mas também saiu ao jardim com uma série de benefícios que tornam mais simples esta arte que é criar e cuidar dos espaços verdes.

Autor: Raul Cânovas

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