Oenocarpus bacaba

Há 11.500 anos, no início do período conhecido como Holoceno, se estabeleceram na Amazônia Colombiana os Nukak-maku. Nas margens bacaba. Simultaneamente os índios Piaroas, na Venezuela começam a trançar as fibras desta palmeira, para suprir suas necessidades:

Käwi’t,a: cesta usada para pegar peixes
Deaka: tapete para cobrir o chão da oca
Tutäna: estojo utilizado para guardar os dardos da zarabatana
Phäjphá: cesta de carga para viagem

No Nordeste do Estado de Tocantins, a tribo dos Krahô usa esta palmeira que chamam de Kapir para construções e especialmente para elaborar com seus frutos, um vinho bastante oleoso, que eles consomem junto com farinha de mandioca e açúcar. As fibras das folhas são utilizadas na confecção de abanos e bolsas. Seu uso no paisagismo deve ser incentivado.

Autor: Raul Cânovas
 

Nome botânico: Oenocarpus bacaba.
Nomes comuns: bacaba, bacaba-açu, bacabaçu, bacaba-verdadeira, bacaba-de-leque, bacaba-do-azeite, bacabão, bacaba-vermelha.
Sinônimos estrangeiros: ungurauy (no Peru); camon (na Guiana Francesa); manoco, milpesos, punáma (na Colômbia); turu palm, bacaba palm (em inglês).
Família: Arecaceae.
Características: palmeira de caule único e liso.
Porte: de 7 m até 22 m de altura.
Fenologia: primavera.
Cor da flor: branca amarelada.
Cor da folhagem: verde-escura.
Origem: Amazônia (principalmente na Amazônia colombiana e venezuelana e no Pará ,em matas tropicais úmidas de baixa altitude, até 700m).
Clima: tropical / subtropical (não tolera frio ou geada).
Luminosidade: sol pleno a sombra parcial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *