Nerium Oleander

Nerium Oleander

Espirradeira, oleandro, loendro, loandro, loandro-da-índia, loureiro-rosa, adelfa, cevadilha ou flor-de-são-josé.

Popular nos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, é comum vê-la nos canteiros centrais das autopistas da Itália e da Espanha, costume adotado em cidades do Brasil, como é o caso de Porto Alegre. Conhecida como “adelfa” no mundo grego, muito antes da nossa era, foi chamada também de nerion, homenageando Nereu, um deus marinho, filho de Pontos e de Gaia, com poderes proféticos e grande sabedoria. Foi inspiração para o poeta Virgílio, autor da Eneida; descrita por Plínio, O Velho, na sua “Naturalis Historia”, publicado no ano de 77, em Roma e citada por Jean-Baptiste Rousseau, o grande poeta francês do século XVIII.
Durante a guerra da Argélia, (1954 – 1962) a guerrilha, que pleiteava a independência da França, usava a planta para contaminar os poços e cisternas e assim envenenar as tropas francesas de ocupação. Como toda a planta é tóxica, por causa dos seus princípios ativos, a oleandrina e a neriantina, seu efeito era devastador: pode ocasionar dores abdominais, vertigem, arritmia cardiaca, diarréia, sonolência, irritações na boca, náuseas, vômito, levando ao coma e, muitas vezes, à morte. O látex, inclusive, contém alcalóides (como a nerianthina) que incidem negativamente nos batimentos cardíacos.
Há uma série interminável de relatos de acidentes fatais, depois de ingerir partes da planta ou queimar folhas que produziam fumaça letal. Entretanto, minha experiência como velho jardineiro e sempre aprendiz de paisagismo me leva a dizer que nunca presenciei desgraças motivadas por esse lindo arbusto em toda a minha vida. É improvável que alguém a coma ou a use para queimar a suas folhas. Por isso, continuo a utilizá-la, especialmente em locais expostos aos fortes ventos, como coberturas de apartamentos ou jardins praianos. Além do mais, é pouco exigente em termos de fertilidade e outros manejos, apenas é aconselhável podas no outono para que a estrutura foliar apresente melhor e maior densidade, especialmente nas regiões onde os invernos são inexpressivos, mantendo temperaturas moderadas.

Acesse mais detalhes e informações na nossa Biblioteca de Espécies.

Autor: Raul Cânovas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *