Líbia e seus oásis

Foi chamada de Cyrenaica, depois de Líbia. E amanhã como será conhecida?


Oásis

 

Um país com uma longa história. Fenícios e gregos muito antes da Era Cristã. Província do Império Romano governada por ninguém menos que Marco Antônio, o notável político e militar que viveu uma paixão com a Rainha do Nilo: Cleópatra. Deste romance, que foi transformado em filme em 1963 tendo no elenco Elizabeth Taylor e Richard Burton, nasceu um casal de gêmeos. Mais tarde, entretanto, os amantes cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente da espécie Naja, no ano 30 a.C., e o Egito, junto à futura Líbia, tornou-se província romana.


Orchis coriophora (orquídea-da-libia)

Era uma época onde se gozava de um clima úmido e o país contava com florestas mediterrâneas compostas por oliveiras, romãzeiras, tamariscos, figueiras e a incrível henna (Lawsonia inermis) usada nesse país nas cerimônias de casamento para tatuagens artísticas. Foi o celeiro da Roma Antiga, fornecendo as iguarias para os banquetes do Império.


Tatuagens com henna

Depois, foi parte do Império Bizantino até ser conquistada pelos vândalos, em 455 d. C. Estes, por sua vez, ocuparam o território por 200 anos, quando em 643 d.C. foram vencidos pelos árabes. Eles estenderam a área cultivada em direção ao Saara.

Atualmente a água disponível é rara, e apenas 1,2% do país possui terras cultivadas. O problema está sendo enfrentado, nos últimos 15 anos, com a construção de uma rede de água canalizada subterraneamente, ao custo de 30 bilhões de dólares. Vários oásis fornecem água doce para concretizar o empreendimento. Graças a isto a engenharia moderna tenta recuperar os antigos bosques engolidos pela erosão e o deserto. Nos últimos 50 anos foram plantadas 200 milhões de mudas, na tentativa de frear os processos erosivos e a degradação da terra nestas regiões áridas, resultante de vários factores, entre eles as variações climáticas dos últimos séculos e as monoculturas feitas de forma equivocada.

Tomara que essa nação possa deleitar-se, livremente, das tâmaras e dos damascos mais doces, segundo dizem por aí, do Mediterrâneo.

Autor: Raul Cânovas

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