Erythrina falcata

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É difícil eleger a eritrina com flores mais bonitas. Cada uma possui um jeito peculiar, desde a eritrina-candelabro (E. speciosa) com suas folhas em forma de losango, mais atarracada do que as outras e tão comum em locais brejosos, até a incomum açucarana (E. fusca), com flores amarelas (apesar de erythros significar vermelho em grego) e que faz contentes tantas aves no Pantanal Mato-Grossense. Todas as quase 400 espécies conhecidas encantam nas diversas regiões do planeta: Venezuela, nas áreas próximas ao Golfo de Bengala, Califórnia, nas ilhas da província de Okinawa, África Equatorial, Tailândia, Vietnã e, também, por perto, em Uruguai, Paraguai, Bolívia e na Argentina.

A casca do tronco desta espécie endêmica, em extinção, mostra acúleos cônicos. Os acúleos são projeções na superfície dos caules, semelhantes aos espinhos, porém, diferentes destes, porque que não têm conexões com o sistema vascular do vegetal. No mesmo tronco há fendas, onde os liquens e musgos convivem junto às plantas epífitas, como: orquídeas, bromelias e ripsalis. Suas flores formam grandes e atraentes cachos pendentes que fascinam uma avifauna muito variada, composta por beija-flores, periquitos, abelhas e até formigas, que danificam mais da metade dessas flores.

Autor: Raul Cânovas

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