Crista-de-galo

Raras as vezes em que vejo uma árvore se entrosar de uma forma tão intensa no lugar em que vive. Esta espécie é nativa no sul do país e também no Paraguai, Uruguai e Argentina. Recentemente, nos dois últimos, foi declarada “flor nacional” e cresce nos brejos e nas margens dos cursos de água, ajudando na fixação e elevação dos solos das centenas de ilhas que formam o delta do Rio Paraná, com seus 350 rios e 17.500km2.

Os ilhéus usam sua madeira leve para construir canoas e colméias e também gamelas, tamancos, bóias de rede e até, a estrutura das selas de suas montarias. Os ramos contorcidos servem de apoio a orquídeas e bromélias que se misturam com as flores vermelho-sangue ou cor-de-rosa, estas últimas mais freqüentes no Brasil.

Autor: Raul Cânovas

Nome científico: Erythrina crista-galli
Nomes comuns: corticeira, corticeira-do-banhado, crista-de-galo, mulungu, murungu, suinã, sananduba, sananduva, eritrina-crista-de-galo, samauveiro, seibo, flor-de-coral.
Família: Fabaceae
Características: árvore pioneira de tronco tortuoso
Porte: 5 a 6m de altura
Fenologia: Verão
Cor da flor: Vermelha
Cor da folhagem: verde-escura (levemente acinzentada)
Origem: Bolívia, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil (desde o Maranhão até o Rio Grande do Sul), em várzeas pantanosas ou alagadiças.
Clima: temperado/ subtropical (tolerante ao frio)
Luminosidade: Sol pleno

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