Conheça o dragoeiro!

O dragoeiro (Dracaena
draco
) é uma árvore pré-histórica originária da Macaronésia, o agrupamento
formado arquipélagos de Açores, Canárias, Madeira e Cabo Verde.

Seu nome popular vem do grego “drakaniano”, que
significa dragão, e foi dado por conta de sua seiva que depois de oxidada pela
ação do tempo, virava uma substância pastosa de um vermelho tão vivo, que se
dizia vir diretamente das criaturas mitológicas. Nos tempos iniciais da
colonização europeia da Macaronésia, esta seiva era vendida a altos preços sob
o nome de sanguis draconis, para usos
de fármacos e tintureiros. Para manter a magia a respeito do produto, sua
origem foi escondida por muitos anos.


Sua seiva também era utilizada para diversos
fins medicinais, entre eles combater problemas respiratórios, gastrointestinais, diarreia, úlceras da boca, do estômago e do
intestino e ainda como cicatrizante e tratamento para eczema e psoríase.
Atualmente ele já não é mais tão empregado para estes fins.

A altura do dragoeiro pode passar dos 15 metros e o
diâmetro do seu tronco chega até os 5 metros. Em diversas ilhas da Macaronésia,
ela é considerada uma árvore sagrada pelo povo guanche, pois era aos pés delas
que ocorriam os encontros religiosos.


Infelizmente, esta árvore está em perigo de extinção,
apesar de ser encontrada na maior parte da Macaronésia. Ela é o símbolo da ilha
de Tenerife, que abriga possivelmente seu exemplar mais antigo, no município de
Icod de los Vinos. 


Ela é amplamente utilizada em jardins,
pois é resistente a doenças, não exige muito do solo e consome pouca água (ela
acumula bastante líquido na base de suas folhas). Ela adora o sol direto, tem
crescimento lento (cerca de dez anos para
atingir dois metros) e ainda sobrevive a transplantes em qualquer idade.  

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