AEDES AEGYPTI

O mosquito da dengue, classificado assim, taxonomicamente (a??d??s do grego "odioso" e ægypti do latim "do Egipto"), é uma espécie proveniente do continente africano.

Espalhou-se pelo mundo todo, particularmente nas regiões mais quentes e úmidas dos cinco continentes. O mosquito se adaptou rapidamente as áreas urbanas onde consegue reproduzir-se e pôr os ovos em pequenas quantidades de água limpa, em locais sombreados. As fêmeas para alimentar se de sangue podem voar até 2500 metros.

É um mosquito que pica durante o dia, tendo como vítima preferencial o ser humano. Antes da incubação, os ovos podem ficar durante meses esperando o momento propício;quando imersos em água, pobre organicamente, as larvas desenvolvem-se rapidamente, originando as pupas, das quais o adulto surge. Somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; isto é freqüente entre todos os mosquitos; a alimentação dos machos se restringe a substâncias vegetais e açucaradas.

O Aedes aegypti foi introduzido na América do Sul através dos chamados “barcos negreiros”, no período colonial. Houve casos em que esses navios ficaram com a tripulação tão reduzida, por causa da dengue, que passaram a vagar pelos mares, constituindo os famosos “navios-fantasmas". No Brasil esse mosquito foi erradicado na década de 1950, contudo, nas décadas de 60 e 70, ele voltou a colonizar Brasil, vindo dos países vizinhos que não haviam conseguido promover a sua total erradicação.

O TEMOR DE CULTIVAR BROMÉLIAS:

O Instituto Oswaldo Cruz realizou pesquisas que demonstram o papel irrelevante das bromélias, como habitat provável do mosquito da dengue, Durante um ano, 156 bromélias de dez espécies, cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro foram monitoradas. O estudo mostrou baixo índice de presença das formas imaturas do A. aegypti, gerando indícios que redirecionam o trabalho de prevenção. "Apenas 0,07% e 0,18% de um total de 2.816 formas imaturas de mosquitos coletadas nas bromélias, durante o período de um ano, correspondiam ao Aedes aegypti e Aedes albopictus, sugerindo que as bromélias não constituem um problema epidemiológico como foco de propagação ou persistência desses vetores" afirmou Marcio Mocelin, biólogo do Instituto.

O pesquisador diz também, que no mês de abril, em que houve a maior taxa de captura, foram encontradas 376 formas imaturas de mosquitos, nas bromélias examinadas. De todas elas, só dois exemplares correspondiam ao gênero Aedes. O entomólogo Ricardo Lourenço, orientador da pesquisa, diz: "Esta pesquisa indica que as larvas de Aedes, encontradas nas bromélias, não devem ser supervalorizadas no trabalho de prevenção e reforça que, o combate deve ser focado as caixas d’águas destampadas ou mal tampadas, tonéis, piscinas e outros depósitos com água parada", adverte.

O QUE PLANTAR PARA AFASTAR O MOSQUITO:

A citronela (Cymbopogon citratus) é um repelente natural e pode ser usada no paisagismo, já que é um capim bonito. Outro método para controlar o Aedes aegypti é semear Crotalária Juncea, uma leguminosa, geralmente usada para adubação verde e controle de nematóides no solo. Ela atrai as libélulas, insetos alados que se alimentam das larvas do mosquito. Seus olhos são compostos por milhares de facetas (até 30.000) e confere-lhes um campo visual de 360 graus; em um único dia podem consumir outros insetos voadores com até 14% a mais do seu próprio peso. Assim, a planta é responsável pelo controle biológico do inseto transmissor da dengue

Autor: Raul Cânovas

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