Crônica
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Há alguns tipos de comportamentos nas pessoas que, se prestarmos a devida atenção, também acharemos, ao menos de modo essencial, nas plantas.

A intolerância, por exemplo, é uma espécie de sentimento muito comum naqueles que encontram alguma dificuldade para se inserir num contexto social, isto é, pessoas inaptas para adaptarem seu modo de vida ao de outros. Esta intransigência pode levar homens e mulheres a um estado de completa solidão e auto-segregação cujo clímax pode levar a ataques de terrível violência.
Traçando uma analogia entre as pessoas e as árvores, eu gostaria de focalizar os eucaliptos. Se alguém parar para pensar acerca dessa árvore verá que existe uma semelhança entre pessoas intolerantes e os eucaliptos: essas árvores não suportam a proximidade de outras plantas. Dificilmente notar-se-á a presença de arbustos, grama ou qualquer outro tipo de vegetal perto deles.
Quando preciso criar um projeto paisagístico em uma área onde já existem...
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15 de janeiro de 2010
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Dicas
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Podar, cortar, desbastar, dar formas são todas maneiras de educar uma árvore ou um arbusto, para que alcance a fase adulta com aspecto harmonioso e robusto.
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Assim como, ao observar nossos filhos atentamente para que não cometam desvios, nós nos obrigamos, ocasionalmente, a podar-lhes certas liberdades, também devemos zelar pelo futuro do jardim. Há ocasiões em que chega a ser doloroso cortar o galho de uma árvore: sentimos um certo receio de fazê-la sofrer, de machucá-la. Uma preensão quase idêntica àquela quando colocamos limites na conduta de um filho, temendo magoá-lo ou, ainda pior, temendo interferir em sua criatividade e sem seu destino.
Mas, noblesse oblige, não podemos nos furtar dos deveres essenciais que nos foram atribuídos e esses são, sem dúvida, os de educar nossas crianças tornando assim possível o desenvolvimento dos rebentos que trouxemos para o nosso jardim.
Por que uma lenhosa deve ser podada
1.Para eliminar ramos mortos ou doentes que, caindo a qualquer ...
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13 de janeiro de 2010
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Crônica
Nesta crônica, Raul Cânovas reflete sobre o comportamento das árvores.

Há momentos em que gosto mais de árvores do que de pessoas. Elas são inconscientes e inconseqüentes, até diria que, um pouco freudianamente. Vivem a partir da semente um mundo de sonhos, ignorando o tempo e o espaço, fincando suas raízes pelo puro prazer de bolinar o barro e parindo folhas que, mais tarde, poderão sangrar uma seiva poluída e desnutrida. Não importa, isso não importa, o que realmente interessa é o momento, esse instante jamais revivido que não levaram em conta princípios nem idéias.
Silenciosas, vivem despreocupadamente, alheias de suas próprias atividades vitais, não sentem remorsos pelo fruto, ainda verde, malogrado, nem tormentos internos por um ramo mal formado, tampouco temem a tormenta porque, simplesmente, desconhecem o futuro.
E assim, sem aquela consciência moral pela qual você e eu somos talhados, elas vivem e vivem bem. E, apesar de muitas vezes parecerem tristes e desfolhadas, j...
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08 de janeiro de 2010
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Dicas
Porque os pássaros nos alegram tanto? Já acordou com uma cambacica cantando na sua janela?

Foto : Wolfgang Wander - Cambacica.
Dias atrás observei uma cambacica que agitava suas asas, como se imitasse um beija-flor, na tentativa de ficar parada no ar, enquanto bebia. Era pequenininha, com as sobrancelhas brancas, o peito amarelo-forte e as costas cobertas com uma plumagem cinzenta.
Sabe? É difícil imaginar um jardim silencioso. Na tentativa de lograr paisagens singulares e aconchegantes, capricho combinando tons de verde, acrescento plantas com flores perfumadas, às vezes alguma frutífera nativa que presenteie algum sabor original, até cuido das texturas, pensando em árvores com troncos que, por serem suaves e delicados, convidem para uma carícia.
Mas ainda seria pouco se esquece-se das árvores que atraem aves. Preciso levar em conta os cinco sentidos que devem ser alimentados, meus ouvidos esperam alguma coisa que os emocione nesse jardim cheio de percepções e sensibilidade...
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11 de dezembro de 2009
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Para Pensar

Ocotea porosa - imbuia.
Nem sempre as árvores acompanham nossas expectativas. Quando se trata do crescimento delas é comum a nossa ansiedade de ver a muda já formada, dando sombra, em fim, com seu tamanho definitivo. Geralmente nossa paciência termina muito antes do desenvolvimento final dessa árvore.
Existem algumas essências nativas que progridem com bastante rapidez como, por exemplo, o guapuruvu, a embaúba, o capixingui, o monjoleiro e muitas outras que enriquecem a paisagem de nossas matas e de nossos campos. Mas notem que são os paus-brasil, as canelinhas, as imbuias e as castanhas-do-pará as que fornecem as melhores madeiras e os frutos mais nobres.
Isso, talvez, seja a sutil indicação de que para conseguir o melhor, precisamos controlar nossas aflições.
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22 de outubro de 2009
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Dicas

Warszewiczia coccinea.
Erythrina falcata e Peltophorum dubium.
É no mínimo curioso ver nossos jardins projetados, quase sempre, com as mesmas árvores. As escolhidas são na verdade lindas. Florescem muito e se tornaram clássicas. Entretanto me pergunto: como um país que detem a flora mais rica do planeta, pode ser tão tímido nas suas escolhas?
Nada contra as sibipirunas, as tipuanas e os flamboyants, mas cadê as outras? Me refiro as centenas de espécies deslumbrantes que se destacam no meio de nossas matas.
Olha aqui, eu vou relacionar algumas até agora ignoradas e que merecem uma melhor exposição nas áreas verdes das nossas cidades.Contudo é preciso observar a região onde elas habitam, pois não adianta ficar fascinados por uma árvore que aparece esplêndida nos manguezais do Pará e tentar que ela fique igualmente admirável nos Pampas gaúchos. Por isso é fundamental respeitar as necessidades climáticas e seus biomas para que desenvolvam a contento.
Segue abaixo dicas de esp...
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21 de outubro de 2009
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São muitas as cordias que colonizam nossas matas, mas esta possui algumas virtudes que lhe dão destaque, se comparada com outras espécies do mesmo gênero.
As flores brancas são notáveis e se destacam salpicadas na folhagem escura; desabrocha primeiro a flor terminal e depois as laterais, isso explica que encontremos botões, e na ponta dos raminhos, frutos. Esses frutos frutos, um tanto pegajosos e muito doces, são disputados pelos pássaros. Os índios os comiam e com a polpa faziam aguardente.
A espécie que homenageia o botânico alemão Valerius Cordus de Oberhessen (1515-1544), suporta geadas leves, prefere solos úmidos e é uma escolha acertada nas ruas estreitas sob rede elétrica, nas regiões do Sudeste brasileiro, especialmente no litoral.
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20 de outubro de 2009
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Dicas

Foto: Magnus Manske - Pitangueira
Selecionamos quatorze árvores frutíferas que, por serem nativas na região subtropical úmida, são de fácil cultivo. Este pomar pode ser organizado em áreas de campos, na mata dos pinhais ou em espaços de mata atlântica, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
VENTOS
Os ventos frios que varrem a região desidratam e, às vezes, queimam as folhas, além de dificultar a brotação e o florescimento da planta. Contudo, esses mesmos ventos impedem, muitas vezes, a formação de geadas quando o ar quente se encontra com as correntes frias. Quando surgem ventos secos e quentes ocorre desidratação e conseqüentemente podemos ver derrubada de folhas, flores e frutos.
Por isso é importante situar o pomar em um local abrigado dessas ventanias. Geralmente as áreas de fundo de vale são mais protegidas e férteis; as cercas quebra-ventos feitas com árvores e/ou arbustos também minimizam o problema, porém esses renques devem estar a pelo menos 15 m de distância...
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08 de outubro de 2009
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