Curiosidades
Doentiamente na sua ardorosa paixão, ama ao extremo e, deixando de viver por si, torna-se parasita da árvore hospedeira, escravizando-a até a morte

Erva-de-passarinho (Phoradendron affine)
A natureza às vezes é estranha ou, pelo menos para mim, incompreensível. Há na sua essência a liberdade, no entanto alguns indivíduos, como é o caso da erva-de-passarinho, prefere depender de alguma árvore, ou de um arbusto qualquer, para viver. Viver sugando, como verdadeira vampira vegetal, a seiva que aquelas produzem e que, depois de alguns anos, exaustas, não conseguem suprir suas próprias necessidades e, por falta desse líquido nutritivo que antes circulava vigorosamente, impulsionado pelas raízes para toda a planta, definham até secarem totalmente, morrendo por fim.

Ipês infestados pela erva-de-passarinho
Os gaturamos, também chamados de bonitos ou tietes (Tanagra violacea) e as tesourinhas-do-campo (Tyrannus savana) comem os frutos da erva-de-passarinho, ingerindo as sementes que,...
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05 de setembro de 2011
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Crônica
Temos, no nosso país, plantas nativas e exóticas, mas há as que ao longo dos anos adquiriram uma espécie de cidadania

Carmen Miranda e as bananas
As plantas subespontâneas são aquelas que, oriundas de terras distantes, se instalam em uma região ou país sem a interferência deliberada do homem. As nativas, sabemos, são aquelas que desde sempre fizeram parte de um bioma, crescendo e mantendo as características que lhes permitem colonizar grandes extensões de terreno, como o emblemático pau-brasil, a goiaba e a mandioca. As exóticas, pelo contrário, são as estrangeiras, plantas que não fazem parte de colônias vegetais indígenas, como o fícus benjamina, a uva e o bambu-mossô.

O lírio-do-brejo, tão brasileiro, porém vindo de fora
Já as subespontâneas confundem-se, muitas vezes, com as nativas por fazer parte da paisagem e dos hábitos regionais ou nacionais. As citações para estes casos são inúmeras, entretanto algumas parecem-me perfeitas para mostrar como se naturalizaram ao pont...
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03 de junho de 2011
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Para Pensar
Nas décadas recentes uma prática tornou-se usual entre os paisagistas. Prefiro não chamá-la de tendência e sim de macete para poupar tempo na escolha e combinação de espécies. Não tem sentido repetir a mesma planta formando uma sucessão de indivíduos que se prolonga metros e mais metros sem variação de alturas, formas e nuances.

Oferecer emoções
A paisagem criada, independente do estilo a ser praticado, deve romper com a monotonia, com as linhas retas da arquitetura e com a frieza das cidades do século XXI. Ela deve conter emoção, espontaneidade e naturalidade, e para lograr isto deve variar, surpreendendo quem a contempla com combinações harmônicas recheadas de cenas onde as plantas, como personagens de uma peça, desempenhem um papel predeterminado.

Balé
Teremos aquela relevante, que carregará a repesabilidade maior nas atenções e as coadjuvantes, que lhe darão apoio. Quanto maior a complexidade de características e atitudes, maior será o envolvimento. Como em uma dança, e...
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27 de maio de 2011
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Dicas
Delicados estes meses em que as águas do rio me mostram o céu

Alcea rosea
Vejo como as púrpuras e os anis brilham mais e os dourados de todas as pétalas se empanturram de luz. Ouço o início do soneto de “As Quatro Estações” de Vivaldi, onde ele escreve no Allegro de Outono "celebra o aldeão com danças e cantos..." e penso nesta estação como nesse andamento musical, leve e ligeiro, que o músico veneziano nos legou.

Delphinium elatium
Mais ainda, meu outono está impregnado de um Tom Jobim que diz "são as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida no teu coração". Sim Tom, e nele não há crepúsculos, apenas as garoas que alimentam meu jardim, para que floresçam as malvas-rosa, as flores-de-cetim, as esporinhas, as onze-horas e todo tipo de prímulas.

Portulaca grandiflora
Algumas árvores atrevidas se desnudam para mostrar-me suas flores e me deixam ansioso pensando nas loucuras que inventarão no inverno.

Primula x polyantha
Quem sabe alguém se alegre ao ver ...
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19 de maio de 2011
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Há muito tempo um amigo, que lamento ter perdido de vista, me presenteou com uma lista de plantas que constavam na Bíblia e no Mishnah.

Mishnah
O Mishnah é a primeira parte do Talmud, uma codificação da lei oral do Velho Testamento e das leis civis e políticas dos judeus. Foi escrito em hebraico, mas contém um grande número de palavras em aramaico e grego.

Lavandula officinalis
Li e reli essa relação inúmeras vezes, comprovando a veracidade das informações e até acrescentando alguma coisa que esclarecesse melhor a nomenclatura botânica e os nomes pelos quais essas espécies vegetais são conhecidos popularmente, aqui no Brasil.

Cedrus libani

Narciso-polianto
Achei que publicá-la poderia seduzir a aqueles que como eu são interessados pela historia das religiões e a celebração de Pessach, uma tradição de mais de 3500 anos que simboliza a passagem. Me pareceu o momento oportuno.

Lilium candidum







Chag Pessach Sameach (Feliz Páscoa, em hebraico) e ...
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18 de abril de 2011
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Mimosa bimucronata
Nas restingas e mangues do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Do Sul vegetam espécies que merecem mais divulgação entre os paisagistas. Por sugestão de Sonja Boechat, professora aposentada do Departamento de Botânica da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), vou citar algumas:
| NOME BOTÂNICO |
NOME POPULAR |
| Alchornea glandulosa |
tanheiro
|
| Alchornea triplinervia |
pau-jangada
|
| Annona glabra |
araticum-da-praia
|
| Aspidosperma parvifolium |
guatambu-oliva
|
| Bactris setosa |
palmeira-coco-de-natal
|
| Blepharocalyx salicifolius |
murta
|
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21 de janeiro de 2011
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Para Pensar
Quando planejamos um jardim, devemos observar com cuidado as plantas que iremos utilizar. Principalmente quando se trata de espaços públicos, ou áreas destinadas às crianças. Espécies venenosas podem causar sérios problemas, já que a criançada é normalmente curiosa e levam para a boca qualquer coisa de diferente. Com o intuito de esclarecer este assunto deixamos aqui algumas dicas importantes.
O Perigo Potencial das Famílias de Plantas:
Acima temos um gráfico comparativo entre o nível de toxidade entre as diversas famílias de plantas. Os componentes ativos, ou toxinas, podem ser encontrados em qualquer parte da planta, mas em cada espécie localizam-se em locais determinados, ocorrendo, às vezes, em menor quantidade, ou mesmo inativos, em outros segmentos de uma mesma planta. Podemos observar que, dentre todas as famílias, as cactáceas abrangem o maior número de espécies tóxicas, isso se explica por meio de uma tendência natural das plantas desenvolverem compostos venenosos à med...
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05 de julho de 2010
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Dicas
Nome botânico [Nome popular]
01. Acacia dealbata [Mimosa]
02. Acacia polyphylla [Monjoleiro]
03. Ailanthus altissima [Árvore-do-céu]
04. Araucaria angustifolia [Pinho-paraná]
05. Aspidosperma polyneuron [Perobeira]
06. Bastardiopsis densiflora [Louro-branco]
07. Bauhinia forficata [Pata-de-vaca]
08. Cassia leptophylla [Falso-barbatimão]
09. Cecropia hololeuca [Embaúva-prateada]
10. Cecropia pachystachya [Embaúva]
11. Cedrela fissilis [Cedro-rosa]
12. Centrolobium tomentosum [Araribá]
13. Cupressus sempervirens [Cipreste]
14. Dalbergia nigra [Jacarandá-da-bahia]
15. Fícus carica [Figueira]
16. Fraxinus americanus [Árvore-do-céu]
17. Grevillea robusta [Grevilhea]
18. Jacaranda cuspidifolia [Jacarandá-de-minas]
19. Lafoensia glyptocarpa [Mirindiba-rosa]
20. Laurus nobilis [Louro]
21. Machaerium aculeatum [Pau-de-angú]
22. Machaerium nyctitans [Guaximbé]
23. Magnolia grandiflora [Magnólia-branca]...
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21 de setembro de 2009
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