Os garotos imitavam James Dean (foto abaixo) em tudo: a jaqueta de couro com a gola levantada, o sorriso esperto (que a gente não tinha) e, claro, o cigarro no canto esquerdo da boca.

As influências eram óbvias, afinal, meu pai também copiara o jeito de Humphrey Bogart, no modo de acender o cigarro — inclusive consumindo a mesma marca: Chesterfield. Quando acompanhado da minha mãe, acendia dois juntos e, tirando só um dos lábios, oferecia-o como se ela fosse a própria Ingrid Bergman, no filme Casablanca.
É incrível que, apesar de meio démodé, a garotada ainda fique fascinada quando vê Collin Farrell, Brad Pitt ou Johnny Depp com um “crivo” na boca. Esse mesmo deslumbramento foi sentido pelos espanhóis quando, na Ilha de Tobago, observaram os nativos aruaques fumando, utilizando um tubo em forma de “Y”, que chamavam de tabaco.

(Tabacum latifolium, tabaco)
Os conquistadores levavam a Carlos I, o rei da Espanha, qualquer coisa que achassem interessante: tomates,...








