Crônica
É hora de guardar os risos comprados

De tirar as máscaras e mostrar a verdadeira cara, sem brilhos ou adereços, e de perguntar de novo, repetindo Orlando Silva, "oh jardineira por que estás tão triste? Tu és muito mais bonita que a camélia que morreu..."
Sorri, jardineira, usa tua alegria verdadeira, tua calça jeans e teu boné. É o sol que te espera lá fora, depois da longa noite de folia. É a luz que não cintila, mas que te aquece e dá esperanças a teu jardim, num abre alas de borboletas, sem mestre sala e com uma rainha-margarida na bateria.
Vê tuas flores voltando, como naquela marchinha. Descobre uma helicônia desabrochada e proclama-a destaque da ingênua alegoria que, num vermelho de fogo, inflama-se de paixão por você.
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09 de março de 2011
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Curiosidades
O carnaval, ou entrudo como era chamada esta festa dedicada ao rei Momo, em meados do século XIX, era bastante primário e primitivo. Debret pintou as primeiras tentativas de implantar esta tradição importada dos Açores, onde brincavam com limões feitos de cera e água perfumada.
Não era nada raro se deparar com o Imperador e seus ministros brincando com ovos podres e folhas de hortaliças, emporcalhando os ricos trajes confeccionados com sedas, veludos e brocados. O próprio Dom Pedro II acabou, em uma dessas brincadeiras, no meio de um tanque de água, para algaravia geral e olha que nosso Imperador era tido como um homem sisudo e por vezes taciturno.
Foi nessa época, 1840, que se realizou o primeiro baile de máscaras, com forte influência francesa, no Rio de Janeiro. Mas, nas ruas, a tradição era portuguesa, com muita água, farinha e grupos que saiam cantando pelas ruas.
O carnaval foi se tornando popular por todo o Brasil e tiveram outras influências, na Bahia, por exemplo, os afr...
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16 de fevereiro de 2010
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