É, inquestionavelmente, uma das frutas....Frutas? É, frutas, apesar de ser visto e comercializado como um legume o tomate é um fruto do tomateiro
Como estava falando, inquestionavelmente é um alimento muito nutritivo e saudável desde que, obviamente, não tenha sido “bombardeado” com defensivos para controlar doenças e pragas como: o mosaico-do-tomateiro, a mela-de-rizoctonia, a murcha-de-fusário, a pinta preta, a podridão, o abortamento das flores, as rachaduras e tantas outras que deixam os produtores de cabelo em pé e os consumidores com problemas de saúde, decorrentes do uso abusivo destes produtos químicos, às vezes muito sérios.
O incrível é que até o século XVIII o tomatl, como era chamado pelos astecas, era apenas decorativo, porque na Europa o identificavam com a beladona que, embora medicinal, pode ser venenosa quando usada de maneira errada. Em 1544, o tomate foi classificado pelo herborista italiano Pietro Mattioli como planta venenosa. As mudas levadas do Méxi...
O tomate
O Sapoti


Lembro ainda de minha visita ao viveiro da prefeitura de João Pessoa, na Paraíba. A temperatura era alta, final de outubro, e de repente me deparo com um enorme sapotizeiro que parecia me convidar a usufruir do frescor de sua sombra. Vocês vão dizer que estou exagerando, que é pura narrativa, mas não é verdade! Quando, um pouco agachado, entrei, para ficar sob a copa dessa imensa sapota, senti imediatamente que a temperatura tinha caído de, talvez, 37°, 38° para confortáveis e plácidos 24°, quiçá 25°. Tá bom, no máximo, 27° não mais do que isso. Parecia que um aparelho invisível de ar-condicionado de 30.000 btus, tinha sido instalado em algum galho da árvore.
Essa frutífera é originaria da América Central e das Antilhas, principalmente Jamaica e Cuba, mais muito cultivada nos pomares domésticos do Norte e Nordeste. A planta, que pode alcançar 15 m de altura, se notabilizou por fornecer o material básico para a fabricação do chiclete. O autêntico “chewing-gum”, consumido astrono...
A Romãnzeira

A romã é ainda pouco cultivada pelos produtores de frutas, mas me chamou atenção como, umas semanas atrás, apareceu nas prateleiras dos supermercados. É que essa fruta está relacionada à prosperidade e a sorte, pelo menos é o que as pessoas acreditam aqui no Brasil, que comem as sementes no final do ano e deixam algumas para serem guardadas, bem escondidinhas, na carteira, junto ao din din.
A tradição judaica nos conta que a romã foi uma das sete frutas pelas quais a terra de Israel foi abençoada e é comum colocar sementes da fruta embaixo do travesseiro, em Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico), para que as mitzvot (boas ações e preceitos) se multipliquem como elas. O próprio Profeta Maomé recomendava o consumo da fruta dizendo “Comei a romã que ela purga a mente da inveja e do rancor”. Pois é, no Irã e naquelas terras quentes do Oriente Médio é que essa arvoreta aparece nos quintais com a mesma freqüência que a nossa goiabeira pelos nossos.
Junto com a uva e o figo formam a trilogia...







