Para Pensar

O divino habita o jardim

A teologia ensina que Deus é onipresente, tendo a capacidade de estar em todos os pontos por Ele criados

Nesse aspecto as religiões coincidem, mas partem sempre da ideia de que essa criação era paradisíaca, um belo e enorme jardim onde todos seus filhos teriam um lugar reservado para uma eterna existência de felicidades infinitas. Sendo assim o Princípio Supremo moraria num Éden onde alguns colaboradores, que plantaram e regaram com dedicação, foram recompensados pelo trabalho feito, tornando-se seus eternos jardineiros. Pelo menos isto é o que aparece em I Coríntios, capítulo 3, versículos 8 e 9.

Esse Éden, segundo o conceito semita, é puro e natural e foi lá onde o primeiro homem foi criado usando os elementos genuínos desse solo. Adão fora encarregado de zelar pelas necessidades da paisagem que possuía plantas para sustentar não apenas o espírito, mas também o corpo. Tudo isto é intrigante e alimentou a vontade humana de crer em algo superior e inefável, impossível de exprimi...

28 de março de 2011

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Crônica

Como criar o Melhor Jardim do Mundo - Parte II

Sei, vocês dirão: “Ele já foi criado no terceiro dia, lá... no Éden”. É verdade, no entanto, será que não temos o direito natural e a faculdade essencial de explorar nossas emoções em busca desse paraíso, outrora perdido?
 

Imagem: Jan Brueghel der Jüngere (1601 – 1678): Erschaffung Adams im Paradies


Sou favorável à procura do jardim verdadeiro, por isso me tornei um modesto tesoureiro da natureza, da mesma natureza que me ensina os segredos e os muitas vezes ignorados mistérios, que o sagrado lugar das delícias possuía.

Quero compartilhar o que consegui aprender com ela, divulgar princípios, revelar o genuíno, explicar sinceramente as lições dessa natureza sábia, que nunca desisti de educar os jardineiros bem-intencionados. Por isso deixo a seguir:


OS DEZ MANDAMENTOS DO JARDINEIRO


1. Respeitar a vocação do espaço. O terreno a ser cultivado está predestinado, já seja pela sua situação geográfica, pelo clima ou pela sua história, a um estilo preferencial e a uma ...

21 de outubro de 2010

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Para Pensar

Haiti: um gigantesco pomar

Se partirmos da premissa que a fome é a primeira coisa a ser solucionada em um povo desesperado, as árvores frutíferas podem-se tornar uma resposta, à este drama que assola os haitianos há tanto tempo.

 


O Haiti é um país de dimensões pequenas, caberia vinte vezes na Bahia, poderia ser comparado com a Bélgica em tamanho e população, contudo as semelhanças terminam por aí mesmo, já que, se confrontarmos qualquer outro índice, ficaríamos chocados com os abismos que existem entre o país caribenho e o reino europeu.
Haiti é pobre, muito pobre. Entretanto quando Colombo desembarcou na Ilha Hispaniola, em 1492, exatamente neste local, descobrindo um novo continente, que mais tarde seria chamado de América, encontrou uma região rica, salpicada de palmeiras-reais (Roystonea regia), mognos (Swietenia mahagoni), carvalhos-do-haití (Catalpa longissima), pinheiros-hispaniolanos (Pinus occidentalis), leucenas (Leucaena leucocephala), paus-brasil (Caesalpinia echinata), paus-campeche (Haemat...

26 de janeiro de 2010

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Crônica , Para Pensar

As tragédias no litoral

"Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior. Há
sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros
atraem-nos como uma vertigem”. Antoine de Saint-Exupéry

Pois é, nos últimos dias, diversas regiões foram castigadas por chuvas
intermitentes, que ocasionaram deslizamentos de terra com enormes danos
materiais e, o que é pior, perdas humanas. As manchetes destacavam: "Acaso
infeliz" ou "Uma série de coincidências lastimáveis" e, até, "fatalidade".

Eu, entretanto, me recuso a atribuir ao fadado destino esta catástrofe
ambiental. A civilização tem sido bastante insensível com os sinais que o
nosso querido planeta vem dando já há muito tempo, e esta bola redonda que
chamamos de terra está doente e febril. Sua temperatura é preocupante e seu
corpo mostra feridas abertas que não cicatrizam.

Abusamos dela sulcando-a de estradas que não levam em conta sua necessidade
de respirar, implantamos bairros que atrofiam seu relevo e danificamos ...

20 de janeiro de 2010

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Curiosidades , Para Pensar

O que é um mangue

Não tente responder que tem alguma coisa a ver com a Estação Primeira da Mangueira, ou com algum membro famoso dessa escola do samba, como Cartola, Jamelão ou Camila Pitanga. Não senhor! Tampouco é um pedaço de aquele tubo flexível que usamos para regar o jardim. Pois é não tem nada a ver com mangueira, seja aquele bairro de Recife ou do Rio de Janeiro ou, até a árvore que deixa, com seus frutos, o verão mais gostoso.


Os manguezais, meus amigos, formam um tipo de vegetação costeira. Ocorrem em regiões planas onde as águas salgadas das marés se misturam às águas doces dos rios. Esta combinação diminui a acidez e ajuda a consolidar e decompor as partículas, formando o lodo.

O mangue é alagado enquanto dura a maré alta e, na maré baixa, ficam aparentes as raízes rizóforos (raízes escoras) das cinco espécies de árvores que habitam esse ecossistema e que em quatro ou cinco anos podem alcançar quase vinte metros de altura, são elas: mangue-vermelho (Rizophora mangle), mangue-branc...

14 de janeiro de 2010

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Para Pensar

Uma lição de sustentabilidade

Às vezes nos esquecemos que da natureza viemos e que a elas devemos respeito e consideração. Este pequeno texto faz uma reflexão em cima de um povo que achou na natureza uma maneira sutentável de convivência.

No Golfo de Bengala, perto da Tailândia, há um grupo de ilhas conhecidas pelo nome de Nicobar. Lá, os habitantes têm como parte de suas tradições um respeito profundo pelo ecossistema das vinte duas ilhas que formam o arquipélago, ao ponto tal, que quando um camponês precisa de capim para cobrir sua casa, ou de madeira para repará-la, tem que pedir esse material ao conselho de sua ilha. Todo aquele que cortar uma árvore é obrigado a plantar a mesma espécie no mesmo local onde aquela fora extraída.

Se os nativos de Nicobar não levassem tão a sério o manejo dos recursos que dispõem, estas ilhas estariam hoje desbastadas. E, apesar da pobreza e da superpopulação, todos têm alimentos e podem arrumar madeira para levantar uma casa, ou construir um barco de pesca.

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12 de janeiro de 2010

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