Para Pensar
Pode ser que tudo isto seja uma consequência natural do acomodamento das placas tectônicas. Será que é só isso?

A Universidade de Tóquio, uma das 20 mais prestigiosas do mundo, há quase quatro anos já afirmava em estudos que existia um grande atrito entre a Placa de Filipinas e a Placa Eurásia, sobre a qual está à ilha Honshu, a maior do Japão. Inclui-se aí as cidades mais atingidas, tais como Fukushima, Sendai e Miyaho. Segundo os pesquisadores, estas placas deslocam-se a uma velocidade de 3 centímetros por ano, criando perigo de tsunamis e terremotos. Apesar das informações da Guarda Costeira do Japão e das diversas pesquisas já realizadas, há outros fatores a serem considerados para que analisemos os recentes acontecimentos na Terra do Sol Nascente.
Nessa região as cidades foram assentadas sobre outras muito antigas, possuindo estruturas frágeis, como aponta Anne Whiston Spirn, no seu livro “O Jardim De Granito”. O solo foi um receptáculo de todo tipo de resíduos human...
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15 de março de 2011
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40. Cultivar frutíferas nativas é mais fácil, visto que não dependem de adubos e inseticidas.

Cajueiro
O acervo florístico do Brasil é riquíssimo. São, aproximadamente, 55 mil espécies vegetais. A diversidade no nosso país também se faz presente com árvores frutíferas, e os estudos na área de fruticultura apontam centenas de espécies nativas. Algumas um pouco mais populares como cajá, araticum, caju, umbu, buriti, macaúba, babaçu, jatobá, goiaba, araçá, pitanga, jabuticaba, jenipapo e maracujá. Outras muitas desconhecidas, no entanto cultivadas. O produtor Helton Josué reúne 600 espécies no sítio Frutas Raras, em Campina do Monte Alegre (SP). Muitas delas, além de saborosas, têm potencial paisagístico e são de fácil manejo.
41. Consumir frutas regionais economiza custos de transporte, garante produtos mais nutritivos e baratos e beneficia o trabalhador rural local.
Quando falamos de sustentabilidade devemos levar em conta o que uma fruta importada traz junto: custos de ...
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04 de março de 2011
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29. Quando não vê sentido em sua existência o jardim se entrega ao desespero.
A vida, para o jardim, é uma constante procura de sensações: perceber o amanhecer, pressentir a chuva quando o vento abusa e agita as folhas de todos, contar estrelas...
Não existem medos, nem rancores. Não há passado, nem futuro, para ele. Apenas o presente. Mas, sempre há um mas, quando ridicularizamos seu aspecto. Quando abusamos de produtos para que floresçam mais, quando ultrajamos seus pudores com tesouras e o aborrecemos arrancando aquilo que era inerente a ele, quiçá um companheiro inseparável apesar da aparência, surge o desespero, a dolorida esperança truncada de não ser.
30. Plantar espécies que isolem os barulhos externos.

Cerca Viva
A poluição sonora é outra das preocupações nas grandes cidades. Os renques compactos, formados por uma vegetação mista (arbórea e arbustiva), conseguem minimizar ruídos externos. Música alta produz mais ou menos 90 decibéis, um aspirador até 70 dB e um grup...
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04 de março de 2011
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18. Considerar arbustos espinhentos. Eles favorecem a construção de ninhos dos pássaros insetívoros

Ninho de pássaro em arbusto espinhento
As aves na cidade garantem o controle de muitos dos insetos domésticos e não fazem ninhos aonde não se sintam à vontade e seguras. Plantas com espinhos isolam os predadores, resguardando os filhotes. Não descarte essas plantas que são refugio seguro para muitos gorjeios.
19. Evitar “modismos” no jardim, eles vão e vêm sem refletir as necessidades da comunidade. O verde é atemporal, não se enquadra em tempo algum.
Quando plantamos uma árvore ou uma palmeira, muitas vezes não imaginamos que elas irão viver muitos anos, geralmente mais dos que os que nos cabe viver como jardineiros neste mundo. Por isso que não há porque se preocupar com moda, ela é um fenômeno sociocultural que expressa somente um determinado momento e a paisagem, fabricada ou não, é eternizada através dos ciclos biológicos que determinam sua autenticidade. Os jardin...
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03 de março de 2011
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Para Pensar

7. Utilizar as plantas de modo a gerar energia através das suas atividades biológicas, nunca ocasionando gastos desnecessários.
O design não deve ser um impedimento para que as plantas que agrupamos cumpram igualmente uma função reguladora na disparidade do clima urbano. A radiação solar, a convecção térmica e a evaporação podem ser controladas eficientemente pelos projetos paisagísticos.
8. Explorar os espaços externos de maneira que reflitam melhor nossa capacidade interior.
O atributo de estudar nosso mundo interior auxilia a conhecer-nos melhor, podendo assim construir um ambiente que tenha sentido. Conhecer-se intimamente ajuda na escolha daquilo que realmente nos fará bem. As redondezas da nossa existência, o âmbito onde atuamos, devem estar sintonizados com a nossa consciência.
9. Equilibrar o gramado com o relvado.
Considerando que um gramado consome, em média e dependendo do clima, 6 litros de água diários por metro quadrado, é indicado o uso de herbácea...
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01 de março de 2011
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Este é o primeiro de uma série de textos onde pretendo (sem pretensão) especificar 50 pontos relevantes para se desfrutar de um paisagismo que nos proteja dos gastos excessivos, sem renunciar ao que é essencialmente belo e bom.
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Ultimamente ouvimos falar bastante sobre sustentabilidade, em especial no que se refere às construções: economia de energia, reaproveitamento da água, reciclagem do lixo, materiais certificados que reduzam o uso de recursos não-renováveis, uso de processos menos poluentes, manejo eficiente dos resíduos sólidos provenientes das obras de edificação, otimização da ventilação e iluminação natural, etc. Entretanto, apesar da boa vontade, não há uma “corrente” eficiente que possibilite a implantação de áreas verdes sustentáveis.
Enumero a seguir os pontos que considero fundamentais para que isto passe a ser uma realidade. Não estão em ordem de importância, já que aprecio a todos como relevantes, dependendo de cada situação.
1. Equilibrar o espaço ajar...
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28 de fevereiro de 2011
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Crônica
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"Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior. Há
sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros
atraem-nos como uma vertigem”. Antoine de Saint-Exupéry

Pois é, nos últimos dias, diversas regiões foram castigadas por chuvas
intermitentes, que ocasionaram deslizamentos de terra com enormes danos
materiais e, o que é pior, perdas humanas. As manchetes destacavam: "Acaso
infeliz" ou "Uma série de coincidências lastimáveis" e, até, "fatalidade".
Eu, entretanto, me recuso a atribuir ao fadado destino esta catástrofe
ambiental. A civilização tem sido bastante insensível com os sinais que o
nosso querido planeta vem dando já há muito tempo, e esta bola redonda que
chamamos de terra está doente e febril. Sua temperatura é preocupante e seu
corpo mostra feridas abertas que não cicatrizam.
Abusamos dela sulcando-a de estradas que não levam em conta sua necessidade
de respirar, implantamos bairros que atrofiam seu relevo e danificamos ...
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20 de janeiro de 2010
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Para Pensar
Às vezes nos esquecemos que da natureza viemos e que a elas devemos respeito e consideração. Este pequeno texto faz uma reflexão em cima de um povo que achou na natureza uma maneira sutentável de convivência.

No Golfo de Bengala, perto da Tailândia, há um grupo de ilhas conhecidas pelo nome de Nicobar. Lá, os habitantes têm como parte de suas tradições um respeito profundo pelo ecossistema das vinte duas ilhas que formam o arquipélago, ao ponto tal, que quando um camponês precisa de capim para cobrir sua casa, ou de madeira para repará-la, tem que pedir esse material ao conselho de sua ilha. Todo aquele que cortar uma árvore é obrigado a plantar a mesma espécie no mesmo local onde aquela fora extraída.
Se os nativos de Nicobar não levassem tão a sério o manejo dos recursos que dispõem, estas ilhas estariam hoje desbastadas. E, apesar da pobreza e da superpopulação, todos têm alimentos e podem arrumar madeira para levantar uma casa, ou construir um barco de pesca.
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12 de janeiro de 2010
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