Crônica
Vocês devem estar se preparando para comemorar o Dia dos Namorados
Então nada melhor que contar uma história que tem tudo a ver com a data. A história do deus do amor. Ele nasceu ao final de um banquete feito em um lugar conhecido como o “Jardim dos Deuses”. Sua mãe, Afrodite, que protegia as paixões e os jardins do mundo, olhava para ele com o prazer de quem contemplava, não apenas o mais belo dos deuses imortais, mas especialmente, alguém que possuía a força e a energia.

Afrodite
Eros sempre aparece como um menino loiro, belíssimo e irresistível com suas asas brancas, jamais cresce e por isso nunca alcança a maturidade. Ao final de contas o amor apaixonado em tempo algum atinge a idade da razão, é carente por natureza e procura, às vezes desesperadamente, a plenitude.
O deus do amor surge repentinamente, deitado no jardim, nu ,dormindo ao ar livre sob as estrelas. Está sempre à procura dos belos de corpo e de alma, usando das mais loucas artimanhas. Valente, Eros é um...
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10 de junho de 2011
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Curiosidades
Pierre Poivre (1719 – 1786) foi imortalizado por causa do steak au poivre, o famoso e delicioso filé com pimenta-do-reino

Steak au poivre
Filho de uma família de modestos comerciantes, torna-se missionário e viaja à China com a intenção de evangelizar nas cidades de Cantão e Macao. Com pouco poder de convicção religiosa retorna à França, mas sua alma de aventureiro é mais forte e embarca em um navio da Companhia Francesa das Índias Orientais, com destino a Jacarta, na época um importante centro de exploração de especiarias dominado pelos holandeses. No meio da viagem são atacados pelos ingleses, travando um feroz combate em alto mar. Na batalha Poivre perde o braço direito. Por fim chegando nessa cidade, a maior da Indonésia e capital do país, localizada na ilha de Java e que na época fora batizada de Batávia, teve a ideia de aclimatar a noz moscada e o cravo na ilha Maurício, que era controlada pelos franceses.

Pierre Poivre
De forma clandestina, já que os holandeses ap...
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30 de março de 2011
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Crônica
Foi chamada de Cyrenaica, depois de Líbia. E amanhã como será conhecida?

Oásis
Um país com uma longa história. Fenícios e gregos muito antes da Era Cristã. Província do Império Romano governada por ninguém menos que Marco Antônio, o notável político e militar que viveu uma paixão com a Rainha do Nilo: Cleópatra. Deste romance, que foi transformado em filme em 1963 tendo no elenco Elizabeth Taylor e Richard Burton, nasceu um casal de gêmeos. Mais tarde, entretanto, os amantes cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente da espécie Naja, no ano 30 a.C., e o Egito, junto à futura Líbia, tornou-se província romana.

Orchis coriophora (orquídea-da-libia)
Era uma época onde se gozava de um clima úmido e o país contava com florestas mediterrâneas compostas por oliveiras, romãzeiras, tamariscos, figueiras e a incrível henna (Lawsonia inermis) usada nesse país nas cerimônias de casamento para tatuagens artísticas. Foi o celeiro da Roma Antiga, for...
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25 de fevereiro de 2011
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Crônica
Trago uma rosa vermelha
Aberta dentro do peito
E já nem sei se é comigo
Se é contigo que eu me deito
Amália Rodrigues, cantando “A Rosa Vermelha”

Amendoeira em Outono
Com seu clima mediterrânico, onde as primaveras e os verões são quentes e ensolarados, e os outonos e os invernos são amenos, com neve apenas no Norte, Portugal possui clima ameno quando comparado ao resto da Europa. Isto explica a flora rica de suas regiões: acácias, ameixeiras, robínias, tílias e tremoços, convivem com oliveiras e nogueiras. Alguns, como carvalhos, faias e amieiros, são vistos apenas no norte do país. Já as azinheiras e os sobreiros crescem mais ao Sul. A flora portuguesa, graças às condições climáticas e ao relevo territorial, com uma paisagem montanhosa ao Norte, o interior com seus planaltos e o sul, até ao Algarve, com serras esporádicas, é uma das mais variadas e ricas do continente europeu; na Península Ibérica há mais de 8.000 espécies de plantas diferentes, sendo muitas delas endêmi...
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24 de fevereiro de 2011
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Para Pensar
Nos anos oitenta Mustafá trabalhou comigo como assistente. Tinha-se formado em arquitetura no Cairo e desenhava como ninguém.
Jardins do Museu em Chamas
Durante anos, antes de imigrar ao Brasil, projetou casas para as comunidades carentes ao longo do Rio Nilo. Com ele aprendi a ser mais paciente com a natureza e não cobrar dela uma rapidez que não tinha nada a ver com o lento crescimento de uma tamareira ou de uma oliveira, plantas típicas de seu país. Ele contava que lá se misturavam, de repente, o deserto e uma farta vegetação, com um vigor impressionante, causando um contraste paisagístico raro de se ver em qualquer outro lugar do planeta.
Os oásis surgiam como manchas que salpicavam as areias do deserto de Saara, funcionando como edênicos jardins de salvação para aqueles que o atravessavam. Neles cresciam pessegueiros, figueiras, romãs, junto aos alecrins, às mentas e aos jasmins, que perfumavam as fontes de água transparente. Tâmaras doces sempre eram oferecidas po...
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07 de fevereiro de 2011
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Crônica

Bem antes de Nabucodonosor II (604 a 562 a. C.), criador dos Jardins da Babilônia e de Tiglath Pileser I (1112 a 1074 a. C.), o grande monarca assírio que importou plantas de terras distantes, um outro apaixonado pelos jardins deixou marcas na história.
Eu gosto de falar do improvável, porque o previsível não tem graça, e Sargão foi alguém que poderíamos chamar de surpreendente.
A mãe, uma alta sacerdotisa, logo depois do parto colocou-o numa cesta de juncos e, depois de selá-la com betume, depositou-o no rio. Para sorte do bebê, um rico barqueiro que era o carregador de água do reino resgatou-o e o adotou como filho, dando-lhe a honra de ser seu jardineiro-chefe.
Akki, o rico salvador, sabia que o menino tinha sangue de jardineiro, porque o misterioso pai, que se chamava La’ibum, também teria cuidado das plantas que a cidade de Ur tinha pelos quatro cantos. Sabia também que esse romance deveria ser guardado a sete chaves já que, sendo ela uma sacerdotisa, não poderia an...
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03 de fevereiro de 2011
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Crônica
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Eu, pessoalmente, acredito que todo este imenso cenário que chamamos de planeta terra, foi sendo moldado com muito cuidado, lentamente e até com certa parcimônia. Se não, vejam: segundo os cientistas a terra tem 4,6 bilhões de anos, as primeiras rochas apareceram a quase 4 bilhões de anos, depois surgiram bactérias, algas, musgos e cogumelos. Mas, as primeiras árvores fincaram suas raízes muito tempo depois, mais ou menos há 150 milhões de anos, quando apareceu o Gingko, que embora não se pareça em nada com as coníferas, cuja família agrupa os pinheiros, as thujas, as araucárias, os cedros e tantas outras, é quase uma prima delas. Este Gingko, a meu modo de ver, foi uma espécie de herói vegetal, porque se incumbiu de uma tarefa que na época poderíamos chamar de ciclópica, emergindo no meio das samambaias com a robustez de um tronco lenhoso. Parece que esta proeza, aconteceu na China. O Ocidente só conheceu esta árvore em meados do século XVIII, quando foi introduzida na França.
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28 de junho de 2010
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Crônica
O título desta crônica mais parece um trava-língua, do que a rotulação de alguns comentários que pretendo fazer nos próximos minutos. No entanto a coisa é bastante séria, independente do título que parece ter surgido de um teste fonoaudiológico.

Os druidas eram uma espécie de sacerdotes, de ministros religiosos, que se colocavam como intermediários entre os celtas e seus deuses. Essa civilização, que existiu entre o segundo milênio a.C. e o século I d.C., quando Cláudio conquista a Bretanha e a incorpora ao Império Romano, tinha nas árvores um símbolo ideal de ligação entre o céu e o espaço onde viviam. Não edificavam templos nem igrejas, o santuário era o próprio bosque, onde o altar-mor surgia sempre, junto a um imponente carvalho. Homens e mulheres adoravam a vida representada por: choupos, aveleiras, ciprestes e sorveiras sentados na relva, enquanto oravam na esperança de que essas árvores intercedessem, levando cada súplica à Danu, a Grande-Mãe, Deusa da Terra.
Pois é, um...
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31 de dezembro de 2009
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