Crônica
Não deu outra, a mesma praga que os está dizimando nos alerta sobre a sustentabilidade

Ficus benjamina sendo cortado em Diadema-SP
Quando foram plantadas nesta praça em Diadema, São Paulo, me perguntei: por que usam espécies exóticas no lugar onde deveriam crescer essências nativas? Meu questionamento está apoiado em premissas que me conduzem a uma lógica incontestável, se não vejam: recentemente pesquisadores do Instituto de Botânica da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (USP), afirmaram que há 589 espécies nativas de porte arbóreo, catalogadas e que podem chegar até 3.000 as árvores paulistas. Obviamente entre elas devem existir centenas com virtudes estéticas e ambientais que não exigem controle de pragas nem adubações, já que aclimatadas em cima de rochas sedimentares, com cerca de dois bilhões de anos de idade, surgiram há 130 milhões de anos, para viver entre nós, placidamente, sem rebuscamentos nem frescura.

Os Ficus benjamina são exóticos da Indonésia
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22 de junho de 2011
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Para Pensar

Ocotea porosa - imbuia.
Nem sempre as árvores acompanham nossas expectativas. Quando se trata do crescimento delas é comum a nossa ansiedade de ver a muda já formada, dando sombra, em fim, com seu tamanho definitivo. Geralmente nossa paciência termina muito antes do desenvolvimento final dessa árvore.
Existem algumas essências nativas que progridem com bastante rapidez como, por exemplo, o guapuruvu, a embaúba, o capixingui, o monjoleiro e muitas outras que enriquecem a paisagem de nossas matas e de nossos campos. Mas notem que são os paus-brasil, as canelinhas, as imbuias e as castanhas-do-pará as que fornecem as melhores madeiras e os frutos mais nobres.
Isso, talvez, seja a sutil indicação de que para conseguir o melhor, precisamos controlar nossas aflições.
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22 de outubro de 2009
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Dicas

Warszewiczia coccinea.
Erythrina falcata e Peltophorum dubium.
É no mínimo curioso ver nossos jardins projetados, quase sempre, com as mesmas árvores. As escolhidas são na verdade lindas. Florescem muito e se tornaram clássicas. Entretanto me pergunto: como um país que detem a flora mais rica do planeta, pode ser tão tímido nas suas escolhas?
Nada contra as sibipirunas, as tipuanas e os flamboyants, mas cadê as outras? Me refiro as centenas de espécies deslumbrantes que se destacam no meio de nossas matas.
Olha aqui, eu vou relacionar algumas até agora ignoradas e que merecem uma melhor exposição nas áreas verdes das nossas cidades.Contudo é preciso observar a região onde elas habitam, pois não adianta ficar fascinados por uma árvore que aparece esplêndida nos manguezais do Pará e tentar que ela fique igualmente admirável nos Pampas gaúchos. Por isso é fundamental respeitar as necessidades climáticas e seus biomas para que desenvolvam a contento.
Segue abaixo dicas de esp...
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21 de outubro de 2009
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