Morinda citrifolia

 Noni

Cresce nas florestas tropicais, em solos arenosos ou pedregosos, nas ilhas do Oceano Pacífico, Polinésia Francesa, Porto Rico, Havaí, República Dominicana e Tahiti, onde é cultivada intensivamente. Tem-se disseminado nos trópicos graças as correntes cálidas no mar, já que suas sementes flutuam. Tudo é aproveitado dessa árvore, as sementes são laxativas, as folhas remediam artrite e problemas de pele, a casca do tronco é astringente, a raíz é indicada para a hipertenção e as flores se usam para refrescar os olhos,ou aquecidas para acalmar a tosse.

Mas é o fruto, com cheiro de queijo rançoso, que a está tornando tão popular, ao ponto de atribuir-lhe mais de cem propriedades, entre as quais a de ser antioxidante, regenerativa celular, desintoxicante e emagrecedora, quando utilizada na forma de sucos ou cápsulas. No Brasil, o noni, ainda está sob estudos científicos que comprovem sua eficacicia, portanto, antes de consumi-lo, procure o médico.
Consumida há mais de 2.000 anos no Oriente, a fruta cozida ou crua e preparada com sal ou com especiarias e aproveitada, inclusive como xampu, no combate aos piolhos. Uma curiosidade são as formigas-tecelãs ou tecedeiras, que fazem ninhos nas folhas desta planta. Elas protegem a planta dos insetos parasitas. O cheiro da fruta também atrai o morcego-da-fruta, que ajuda disseminar as sementes.

As pinturas feitas em batik são fixadas com uma cera, de cor castanho-púrpura extraida do tronco, na ilha de Java, Indonesia. No Havaí é extraída uma tintura amarelada das raizes, usada para tingir tecidos. Em outros países, a árvore serve como suporte das videiras e para fornecer sombra aos pés de café.
Pode ser mantida relativamente baixa podando-a e sendo usada em renques graças a beleza de sua fronde compacta, formada pelas folhas grandes e brilhantes.

Acesse mais detalhes e informações na nossa Biblioteca de Espécies.

Autor: Raul Cânovas

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