Biblioteca de Espécies
Erythrina speciosa “Alba”.
eritrina-candelabro; corticeira; mulungu-do- litoral.
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- Quando o resto é silêncio consigo ouvi-la.
- Estava dizendo algumas coisas para mim mesma.
- As vezes faço isso.
- Sabe? Falar não é apenas pronunciar palavras
- Pois é, gostaria poder soltar essas palavras, pelos poros, do mesmo modo que você, mulungu, conversa
- Também tenho sonhos. Queria reinventarme como arvore invisível, uma árvore com capacidade de dançar junto a um corpo de baile, formado por uma centena de beija-flores.
- Dançar?
- Sim, dançar. Fazer piruetas e arabesques ouvindo um “ pás de valse”.
- Não está satisfeita depois de criar essa cor branca, para sua florada? Ao final das contas erythros, em grego, significa vermelho, e você mudou isso.
- Os pintores contentam-se com coloridos! Sou uma árvore, cujas entranhas fixadas neste solo fizeram de mim um ser imóvel. Contudo, nunca conseguiram aquietar meus sonhos.
- Mesmo os mais loucos, como esse de dançar?
- As melhores alavancas são construídas com devaneios e , quando apoiadas na utopia, lançam sonhos fecundos que incessantemente frutificam. - Sinônimos estrangeiros:
candelabrum tree (em inglês); arbol coral (em espanhol); arbre corail (em francês).
- Família:
Leguminosae – Papilionoideae.
- Características:
árvore.
- Porte:
3 a 8 m.
- Fenologia:
final do inverno.
- Cor da flor:
branca.
- Cor da folhagem:
verde escuro.
- Caule:
com casca rugosa.
- Origem:
Brasil: região sudeste até Santa Catarina, na Mata Atlântica, especialmente litorânea.
- Clima:
tropical / subtropical.
- Luminosidade:
sol pleno.
- Solo:
úmido ou, até, brejoso.