Para Pensar

À procura do jardim ideal

Qual o paisagista que não sonhou, em algum momento, criar uma paisagem sem defeitos?


Campo de trigo, Valle de Amblés, Ávila, Espanha (Crédito a Ximénex)
 

 

Um cantinho ou um amplo espaço de terra que encerre a perfeição daquilo que a natureza nos oferece, completando a necessidade de sentir-nos felizes? Mas como fazer isto, como imaginar o jardim perfeito se ainda não sabemos, exatamente, como engendrar contentamentos simples que alimentem nosso bem-estar? Tornamos-nos especialistas na procura de informações, de conhecimentos e de qualquer referência que alimente nossos currículos e enfeite a parede de diplomas e certificados. Mas o que sabemos sobre nós mesmos? Sobre nossas vontades genuínas? Como podemos sonhar com um jardim esplêndido se não vislumbramos nosso próprio esplendor, aquele brilho puro que carregávamos quando partimos do útero para aventurarmos na vida?


Estado-fonte nos jardins do Monte Palace (Créditos a Allie_Caulfield)


Fomos moldados para parti...

10 de outubro de 2011

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A harmonia diversificando espécies

Nas décadas recentes uma prática tornou-se usual entre os paisagistas. Prefiro não chamá-la de tendência e sim de macete para poupar tempo na escolha e combinação de espécies. Não tem sentido repetir a mesma planta formando uma sucessão de indivíduos que se prolonga metros e mais metros sem variação de alturas, formas e nuances.


Oferecer emoções

A paisagem criada, independente do estilo a ser praticado, deve romper com a monotonia, com as linhas retas da arquitetura e com a frieza das cidades do século XXI. Ela deve conter emoção, espontaneidade e naturalidade, e para lograr isto deve variar, surpreendendo quem a contempla com combinações harmônicas recheadas de cenas onde as plantas, como personagens de uma peça, desempenhem um papel predeterminado.


Balé

Teremos aquela relevante, que carregará a repesabilidade maior nas atenções e as coadjuvantes, que lhe darão apoio. Quanto maior a complexidade de características e atitudes, maior será o envolvimento. Como em uma dança, e...

27 de maio de 2011

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Os jardins do aeroporto de Cingapura

Changi foi escolhido o Aeroporto do Ano, além do título de melhor do mundo em áreas de lazer, de 2010

 

Em contrapartida, por aqui, continuamos de cabeça quente por causa da nossa infraestrutura aeroportuária, especialmente se considerarmos os eventos esportivos de 2014 e 2016, a Copa do Mundo e as Olimpíadas respectivamente, que aumentarão o fluxo de passageiros nos terminais brasileiros. No ano passado os dois maiores aeroportos do país, Guarulhos e Congonhas, em SP, somaram mais de 42 milhões de passageiros, com um crescimento de 23,22% em relação a 2009. Na mesma pesquisa, Guarulhos foi o mais bem avaliado, ficando na posição 121° entre os 215 aeroportos internacionais avaliados. Nem imagino qual será o aumento de utilização nos próximos anos, em especial nas épocas em que o Brasil será sede dessas competições.

E como comparar faz parte da natureza humana, não posso evitar o confronto entre os serviços prestados por aqui e aqueles que são oferecidos lá fora, para aqueles qu...

18 de maio de 2011

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A poluição nas cidades

O excesso de veículos e a falta de árvores prejudicam a saúde das pessoas


O jatobá é um aliado no controle da poluição

 

Não quero ser chato, defendendo posições extremistas que condenam os carros à prisão perpétua num ferro velho qualquer. Ando com o meu por falta de alternativas e porque minha atividade, nada rotineira, me obriga a trajetos diferentes todos os dias. Nestes percursos pouco aproveito da paisagem urbana porque devo ficar atento aos outros veículos (especialmente às motos ziguezagueantes) e como o resto das pessoas, no final de cada jornada, fico bastante cansado psiquicamente. Sei que o estilo de vida que inventamos, para bem e para mal, tem essas vicissitudes e que uma terapia, pelo menos em parte, pode contornar tudo isto.

Porém os problemas não se resumem a desequilíbrios emocionais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) constatou que a poluição atmosférica mata, todos os anos, três milhões de pessoas no mundo. Na Europa, uma em cada três mortes de crianças...

17 de maio de 2011

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Palmeiras e Corinthians aliados?

É, mas por uma causa socioambiental. Os times colocaram seus goleiros Deola e Júlio César como padrinhos para a plantação de 50 mil árvores no interior paulista


De um lado Eliton Deola, 28 anos, goleiro menos vazado do Estadual e no outro Júlio César, 26 anos, sucessor de Felipe e em grande fase, tornaram-se embaixadores do projeto “Jogando pelo Meio Ambiente” colocando a rivalidade dentro do campo como uma ferramenta que visa incentivar torcidas e simpatizantes do futebol a engajarem-se no plantio de árvores.


Júlio César, goleiro do Corinthians

O goleiro do Corinthians diz que decidiu participar porque realmente acredita na causa. "Antes de sermos rivais, somos seres humanos, vivemos no mesmo ambiente esportivo e temos os mesmos anseios. Espero que daqui para frente todos os clubes grandes de São Paulo possam participar também", opinou Júlio César.


Deola, goleiro do Palmeiras

"A causa é muito nobre. É evidente que o mundo precisa de mudanças drásticas. Acho que o plant...

27 de abril de 2011

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A regulamentação da profissão de paisagista - Parte II (continuação)

Comentário da leitora Patrícia Arruda


Paisagista desenhando

"Gostei do texto de Helena no que diz respeito a fazer um breve esclarecimento do que é um paisagista, que talvez por esta definição devemos ter aí, a nível nacional, uns dez por cento, enquanto os outros noventa por cento são jardinistas. É comum de se ver projetos arquitetônicos bem estruturados com design moderno e arrojado e várias plantas de sol pleno em locais assombreados e vice-versa, plantas que atingem uma dimensão gigantesca em locais com pouco espaço. Aí resta a dúvida: será que um biólogo, engenheiro florestal, agrônomo, auto-didata, com um pouco de paixão e pesquisa e dedicação ao seu trabalho, ao ser tratado como jardinista deve se sentir ofendido? Claro que não!

Só acho que profissionais com formação acadêmica e excelente desempenho profissional deveriam sim ser reconhecidos e não colocados num "pacote" e serem taxados. Digo isto pois não tenho formação acadêmica e não quer dizer que não seja impo...

26 de abril de 2011

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O divino habita o jardim

A teologia ensina que Deus é onipresente, tendo a capacidade de estar em todos os pontos por Ele criados

Nesse aspecto as religiões coincidem, mas partem sempre da ideia de que essa criação era paradisíaca, um belo e enorme jardim onde todos seus filhos teriam um lugar reservado para uma eterna existência de felicidades infinitas. Sendo assim o Princípio Supremo moraria num Éden onde alguns colaboradores, que plantaram e regaram com dedicação, foram recompensados pelo trabalho feito, tornando-se seus eternos jardineiros. Pelo menos isto é o que aparece em I Coríntios, capítulo 3, versículos 8 e 9.

Esse Éden, segundo o conceito semita, é puro e natural e foi lá onde o primeiro homem foi criado usando os elementos genuínos desse solo. Adão fora encarregado de zelar pelas necessidades da paisagem que possuía plantas para sustentar não apenas o espírito, mas também o corpo. Tudo isto é intrigante e alimentou a vontade humana de crer em algo superior e inefável, impossível de exprimi...

28 de março de 2011

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A regulamentação da profissão de paisagista - Parte II

Comentário feito por Helena, leitora do Jardim das Ideias.


Paisagista projetando

Há uma diferença entre Paisagismo e Jardinismo e, portanto, entre o profissional Paisagista e o Jardinista.

O problema é que, no Brasil, o termo "Paisagismo" virou sinônimo quase que exclusivamente de Jardinismo - tanto que é quase impossível alguém imaginar um local externo sem uma vegetação sequer quando ouvem "Paisagismo", pois a imagem de um jardim é a primeira coisa que vem à cabeça.

Projetar jardins é trabalhar com Jardinismo e ser jardinista. E um tão somente jardim, em uma área pré-delimitada para existência de vegetação dentre toda a área externa, não é Paisagismo.

Projetar toda a parte exterior ao objeto arquitetônico, ou seja, as paisagens, com seus agenciamentos e circulações de pessoas e veículos, construções e obras de lazer, equipamentos técnicos, projetos de elétrica, hidráulica, hidro-sanitário, fachadas e muros, luminotécnica, conforto ambiental, ventilação, isolação, tratamen...

16 de março de 2011

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