Planta da Semana - Palmeiras

Attalea

O rei Attalus III, que governou a cidade de Pérgamo (atual Bergama) na Turquia no século I, era um apaixonado pela flora de seu país. Ele foi lembrado quando os botânicos batizaram, cientificamente, esta palmeira típica no nordeste.

Nos babaçuais trabalham milhares de pessoas, predominantemente mulheres, na extração do óleo das sementes, para a indústria alimentícia, construção e artesanato. Na cosmética, os produtos derivados deste óleo são muito apreciados no mercado europeu.

Paisagisticamente é formidável por causa de sua rusticidade e imponente presença.


 

18 de janeiro de 2010

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Planta da Semana - Palmeiras

Jerivá ou Coqueiro-gerivá (Syagrus romanzoffiana)

Típica no planalto meridional e na região do Chaco, seu uso não é restringido apenas ao paisagístico, já que é muito utilizada em jardins públicos e residenciais, mas também, no caso do tronco, a construções rurais e piers para atracação de embarcações. As folhas são usadas em cestaria e os frutos além de comestíveis são aproveitadas na fabricação de sabão.

Mas é nos jardins onde o jerivá tem luzimento, apenas deve-se tomar cuidado com suas folhas, pesadas e grandes, que ao cair sobre uma residência pode quebrar as telhas.

O escudo da Província del Chaco, Argentina, ostenta um pindó, como é conhecido naquele país, no centro da imagem, deixando claro a importância histórica-econômica dessa palmeira.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

14 de dezembro de 2009

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Oenocarpus bacaba

Há 11.500 anos, no início do período conhecido como Holoceno, se estabeleceram na Amazônia Colombiana os Nukak-maku. Nas margens bacaba. Simultaneamente os índios Piaroas, na Venezuela começam a trançar as fibras desta palmeira, para suprir suas necessidades:

Käwi’t,a: cesta usada para pegar peixes
Deaka: tapete para cobrir o chão da oca
Tutäna: estojo utilizado para guardar os dardos da zarabatana
Phäjphá: cesta de carga para viagem

No Nordeste do Estado de Tocantins, a tribo dos Krahô usa esta palmeira que chamam de Kapir para construções e especialmente para elaborar com seus frutos, um vinho bastante oleoso, que eles consomem junto com farinha de mandioca e açúcar. As fibras das folhas são utilizadas na confecção de abanos e bolsas. Seu uso no paisagismo deve ser incentivado.
 

20 de outubro de 2009

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Mauritia flexuosa

A mais aquática das palmeiras amazônicas pode ser chamada de árvore-da-vida, visto que fornece uma série de benefícios aos habitantes da planície amazônica e da planície do Orinoco.

Da medula é extraída a fécula que, depois de preparada, se converte em pão. Os frutos, em natura ou na forma de doces, são boas sobremesas e com a seiva destilada pelo tronco, se produz vinho. As folhas servem de cama e cobertura de choupanas.

Habita geralmente, os igapós (terrenos baixos e inundados) e as margens dos rios e riachos, conhecidos como igarapés.

Lastimo que a poluição dos rios, ocasionada pelos detritos químicos e pelo petróleo, esteja mermando estes miritizais. Estranho, também, seu raro emprego no paisagismo.
 

01 de outubro de 2009

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Euterpe oleracea

O nome Euterpe é uma homenagem a filha de Júpiter e Mnemósine. Musa protetora da música, significa o deleite e a ela é atribuída a invenção da flauta. Hesíodo, poeta grego que viveu no século VIII a.C., dizia que Euterpe era uma verdadeira doadora de prazeres. Talvez essa seja a razão pela qual o açaí foi assim classificado pelos botânicos; essa palmeira da um deleite pleno de voluptuosidade, em primeiro lugar pelo seu aspecto impactante na paisagem. Em segundo, pelos frutos ricos em vitamina E, proteínas, potássio, cálcio, magnésio, e outras vitamias. É por isso que 100 g de Açai contêm 349 calorias.

01 de outubro de 2009

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Jubaea chilensis

As homenagens que os botânicos fazem quando classificam um gênero, isto é, a hierarquia maior e homogênea a que uma planta pertence é, em alguns casos, extremamente acertada.
Esta palmeira, por exemplo, foi batizada com o nome de Jubaea glorificando, dessa forma, o rei Juba II, que governou Numídia no início da era Cristã; esse reino estava localizado na região atual da costa oriental da Argélia.

Juba casou com a filha de Cleópatra e Marco Antonio, era um erudito que incursionava em várias ciências, como a botânica; neste campo descobriu os poderes curativos das euphorbiaceas (Euphorbus fora seu médico).

Mas voltando a esta palmeira, de tronco acinzentado, é bom saber que seus frutos (por volta de 10.000 em cada safra) são utilizados em doces típicos, assim como, também, a seiva que produz uma espécie de mel com alta concentração de açucares.

Os arqueólogos chilenos acreditam que, na Ilha de Páscoa, os troncos eram usados para transportar os imensos moais; isto aconteceu até a ...

21 de setembro de 2009

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Planta da Semana - Palmeiras

Allagoptera arenaria

Conheci esta palmeira na década de 1960, no aterro do Flamengo, era a primeira vez que alguém prestava atenção nela e esse alguém se chamava Roberto Burle Marx. Ele soube tirar o melhor proveito plantando um grupo bem pertinho do mar; esse mar traz uma brisa carregada de sal, deixando as folhas sempre com um verde-cintilante mostrando, às vezes, o lado inferior levemente azulado.

Alguns anos se passaram, até descobri-las no seu habitat. Estava em Cumuruxativa, no Sul da Bahia, quando as vi em todo seu esplendor, salpicando as falésias íngremes que pareciam mais estáveis e seguras graças aos guriris, que fincavam seus troncos na areia; assim, de forma subterrâne e anárquica, esses caules preferiam ir em direção contraria a todos os troncos do mundo vegetal, só para viver nas areias brancas, olhando para o azul do mar.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

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18 de agosto de 2009

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