Gelsemium sempervirens

 Gelsémino, falso-jasmim, jasmim-carolina

Esta trepadeira, cuja flor é símbolo da Carolina do Sul, Estado localizado no Sudeste dos Estados Unidos, é longamente mencionada na medicina homeopática. No paisagismo, prefiro usá-la em cercas ou portões próximos dos acessos, para aproveitar melhor a fragrância de suas flores que atraem muitas borboletas. Seus ramos de tons avermelhados são finos e fortes, mas não conseguem suportar o peso de suas folhas coriáceas, por esse motivo é indispensável conduzi-la através de guias ou apoios. É interessante podá-la discretamente depois da florada, isto incentiva o florescimento futuro.

Apesar de muito chamativa, ela faz parte de uma longa lista de trepadeiras ignoradas no paisagismo. No nosso país dispomos de mais de uma centena de cipós que podem ser usados nos jardins nas mais diversas situações e, sem embargo, são levadas em conta apenas pouco mais de meia dúzia de espécies, tornando nossa paisagem um tanto monótona, quando poderia ser riqu...

10 de abril de 2012

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Aristolochia gigantea

 

O nome botânico, desta trepadeira com folhagem densa, vem do grego aristos = excelente e lochios = parto, por causa do poder de determinar contrações do útero. No “Dicionario Brasileiro De Plantas Medicinais” de Meira Penna, editado em 1946, são relacionadas dezessete variedades destas Aristolochias, que chamavam a atenção dos botânicos desde a época em que Carl Von Martius viajou por diversas regiões do Brasil, quando veio junto com a comitiva da imperatriz Leopoldina, mulher de D. Pedro I. Muitas delas eram usadas pelos indígenas para picadas ou mordeduras de animais peçonhentos, como a A. classenii. A flor, com um lábio peltado muito grande e oval, chegando a ter 50 cm de comprimento e 30 cm de largura, é ornado de pregas e manchas avermelhadas, parecendo um tanto murcha e com o aspecto de carne dependurada. O cheiro, quando sentido de perto, não é muito agradável e atrai insetos miúdos, especialmente moscas. Ótima para caramanchões.

 

Confira a ficha completa na Biblioteca ...

11 de janeiro de 2012

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Planta da Semana - Trepadeiras

Passiflora

Uma planta com propriedades tranquilizantes.


Foto: Jurema Oliveira.

Quando os padres jesuítas chegaram ao Paraguai em 1588, descobriram na flor, desta trepadeira, os símbolos do martírio de Jesus: a coroa de espinhos, os três pregos, com que foi pregado na cruz, as cinco chagas e as cordas com que foi amarrado no Calvário.  Os Guaranis ficaram sensibilizados coma explicação da Igreja, sendo esta uma das formas usadas para catequizá-los.

Independente das crenças, o maracujazeiro é uma trepadeira que com suas gavinhas - órgãos de fixação - consegue “vestir” pérgulas e caramanchões, criando ambientes simpáticos e adequados para relaxar. Não podemos esquecer de que seu fruto contém um principio ativo conhecido como passiflorina, que tem propriedades tranqüilizantes.

21 de dezembro de 2009

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Cryptostegia grandiflora

Não existem plantas agressivas, acontece, às vezes, certo descaso na hora de escolher uma determinada espécie, que com o tempo pode tornar-se invasora. E o caso desta trepadeira, extremamente resistente, que aproveita as margens dos rios para alastrar-se de forma a cobrir grandes áreas.
Na região Nordeste, principalmente no Ceará, é vista agarrando-se nos troncos das carnaúbas até esconder por completo suas coroas foliares.
Por isso utilize-a com prudência em situações que não prejudique a sobrevivência de outras plantas. É muito indicada para revestir muros e pérgulas.
No jardim de la Pamplemousse, na Ilha Maurício, sua florada é simplesmente espetacular.

20 de outubro de 2009

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Mansoa difficilis

Ideal para revestir pérgulas nas regiões de clima quente, como outras integrantes desta família vegetal, pode ser utilizada mesmo em solos relativamente pobres.

Coroando muros, é uma escolha perfeita quando damos preferência a cipós cor-de-rosa-forte que além do mais, atraem borboletas.Outra vantagem do cipó-de-sino é o rápido crescimento.

Frequentemente é confundida com a Saritae magnifica, sendo esta última diferente, por ter folhas compostas sempre, por dois folíolos de textura coriácea, característica rara entre as Bignoniaceas.

02 de outubro de 2009

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Fuchsia hybrida

Existem quase 15.000 hibridos deste gênero que, originalmente, habita a Cordilheira dos Andes, desde Chile até as montanhas Maya, na Guatemala.

Quando o naturalista Saint-Hillaire visitou o Rio Grande do Sul, em 1820, se encantou com esta trepadeira que é a flor símbolo desse Estado sulino.

Crescem melhor na face Leste ou Sul, em lugares levemente sombreados, protegidas do vento e do ressecamento.

A Fuchsia American Society pesquisa esta trepadeira desde 1929.

 

01 de outubro de 2009

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Mucuna bennettii

É uma trepadeira volúvel, seus caules, se enrolado preferentemente em torno de colunas e vigas de pergulados, criam um cenário sensacional quando florescem.
Apesar de, conhecida popularmente como jade-vermelha não tem muito a ver com a trepadeira-jade (Strongylodon macrobotrys) a não ser pelo fato de pertencerem à mesma família e de possuírem floradas espetaculares.

Ela é ótima para regiões com índices pluviométricos altos e temperaturas, também elevadas. É adequada, cenograficamente, para grandes estruturas vazadas, onde seus longos pingentes florais tenham espaço para pender.
 

01 de outubro de 2009

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Beaumontia grandiflora

As trepadeiras são um tanto folgadas, dependem sempre de um apoio, de algo ou de alguém que as amparem para irem à busca da luz e, assim, florescer, soltar sementes e perpetuar a espécie.

Longe de criticá-las, admito que precisam de nossa ajuda para ficarem bonitas, e no caso da trombeta-branca, esse auxílio pode ter uma recompensa interessante, se a conduzirmos em uma pérgula, solidamente construída, para que seus galhos pesados sejam sustentados. As flores enormes e alvas se sobressaem no meio à folhagem escura e, ainda por cima, exalam um perfume delicioso. Imaginou ler um livro sob a sombra desse cipó? Imagine.

25 de setembro de 2009

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