
O nome botânico, desta trepadeira com folhagem densa, vem do grego aristos = excelente e lochios = parto, por causa do poder de determinar contrações do útero. No “Dicionario Brasileiro De Plantas Medicinais” de Meira Penna, editado em 1946, são relacionadas dezessete variedades destas Aristolochias, que chamavam a atenção dos botânicos desde a época em que Carl Von Martius viajou por diversas regiões do Brasil, quando veio junto com a comitiva da imperatriz Leopoldina, mulher de D. Pedro I. Muitas delas eram usadas pelos indígenas para picadas ou mordeduras de animais peçonhentos, como a A. classenii. A flor, com um lábio peltado muito grande e oval, chegando a ter 50 cm de comprimento e 30 cm de largura, é ornado de pregas e manchas avermelhadas, parecendo um tanto murcha e com o aspecto de carne dependurada. O cheiro, quando sentido de perto, não é muito agradável e atrai insetos miúdos, especialmente moscas. Ótima para caramanchões.
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11 de janeiro de 2012
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Planta da Semana - Trepadeiras
Uma planta com propriedades tranquilizantes.

Foto: Jurema Oliveira.
Quando os padres jesuítas chegaram ao Paraguai em 1588, descobriram na flor, desta trepadeira, os símbolos do martírio de Jesus: a coroa de espinhos, os três pregos, com que foi pregado na cruz, as cinco chagas e as cordas com que foi amarrado no Calvário. Os Guaranis ficaram sensibilizados coma explicação da Igreja, sendo esta uma das formas usadas para catequizá-los.
Independente das crenças, o maracujazeiro é uma trepadeira que com suas gavinhas - órgãos de fixação - consegue “vestir” pérgulas e caramanchões, criando ambientes simpáticos e adequados para relaxar. Não podemos esquecer de que seu fruto contém um principio ativo conhecido como passiflorina, que tem propriedades tranqüilizantes.
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21 de dezembro de 2009
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Não existem plantas agressivas, acontece, às vezes, certo descaso na hora de escolher uma determinada espécie, que com o tempo pode tornar-se invasora. E o caso desta trepadeira, extremamente resistente, que aproveita as margens dos rios para alastrar-se de forma a cobrir grandes áreas.
Na região Nordeste, principalmente no Ceará, é vista agarrando-se nos troncos das carnaúbas até esconder por completo suas coroas foliares.
Por isso utilize-a com prudência em situações que não prejudique a sobrevivência de outras plantas. É muito indicada para revestir muros e pérgulas.
No jardim de la Pamplemousse, na Ilha Maurício, sua florada é simplesmente espetacular.
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20 de outubro de 2009
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Ideal para revestir pérgulas nas regiões de clima quente, como outras integrantes desta família vegetal, pode ser utilizada mesmo em solos relativamente pobres.
Coroando muros, é uma escolha perfeita quando damos preferência a cipós cor-de-rosa-forte que além do mais, atraem borboletas.Outra vantagem do cipó-de-sino é o rápido crescimento.
Frequentemente é confundida com a Saritae magnifica, sendo esta última diferente, por ter folhas compostas sempre, por dois folíolos de textura coriácea, característica rara entre as Bignoniaceas.
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02 de outubro de 2009
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Existem quase 15.000 hibridos deste gênero que, originalmente, habita a Cordilheira dos Andes, desde Chile até as montanhas Maya, na Guatemala.
Quando o naturalista Saint-Hillaire visitou o Rio Grande do Sul, em 1820, se encantou com esta trepadeira que é a flor símbolo desse Estado sulino.
Crescem melhor na face Leste ou Sul, em lugares levemente sombreados, protegidas do vento e do ressecamento.
A Fuchsia American Society pesquisa esta trepadeira desde 1929.
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01 de outubro de 2009
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É uma trepadeira volúvel, seus caules, se enrolado preferentemente em torno de colunas e vigas de pergulados, criam um cenário sensacional quando florescem.
Apesar de, conhecida popularmente como jade-vermelha não tem muito a ver com a trepadeira-jade (Strongylodon macrobotrys) a não ser pelo fato de pertencerem à mesma família e de possuírem floradas espetaculares.
Ela é ótima para regiões com índices pluviométricos altos e temperaturas, também elevadas. É adequada, cenograficamente, para grandes estruturas vazadas, onde seus longos pingentes florais tenham espaço para pender.
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01 de outubro de 2009
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As trepadeiras são um tanto folgadas, dependem sempre de um apoio, de algo ou de alguém que as amparem para irem à busca da luz e, assim, florescer, soltar sementes e perpetuar a espécie.
Longe de criticá-las, admito que precisam de nossa ajuda para ficarem bonitas, e no caso da trombeta-branca, esse auxílio pode ter uma recompensa interessante, se a conduzirmos em uma pérgula, solidamente construída, para que seus galhos pesados sejam sustentados. As flores enormes e alvas se sobressaem no meio à folhagem escura e, ainda por cima, exalam um perfume delicioso. Imaginou ler um livro sob a sombra desse cipó? Imagine.
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25 de setembro de 2009
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É uma guerreira! Esta erva suporta uma vida florida mesmo nos piores solos.
Capaz de alastrar seus ramos em taludes íngremes e arenosos, onde acaba consolidando o terreno, evitando erosão, é vista também em baldios pedregosos e planos. Nos invernos frios e, em regiões sujeitas as geadas, pode perder suas folhas, mas elas rebrotam ao sinal dos primeiros calores.
Os cultivadores recomendam utilizá-la em solos bem drenados, onde o clima é seco, no entanto a vejo frequentemente, invadindo várzeas úmidas a beira de represas.
Enfim, uma trepadeira muito rústica que floresce, mais e melhor quando orientada em direção Leste para receber os primeiros raios de sol.
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25 de setembro de 2009
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