Planta da Semana - Forração

Crino-branco (Crinum procerum)

Semelhantes às amarílias, suas flores são intensamente perfumadas. Com grandes bulbos e folhas largas formam maciços robustos.

Como cobertura vegetal em solos úmidos é uma solução prática, pois não requer manutenção. Entretanto, deve-se arrancar e dividir as touceiras, quando o bulbo principal formar "filhotes" em sua base, que ocorre a cada 3 ou 4 anos. O replante favorecerá o aspecto das mudas, além de incentivar a florada.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

03 de dezembro de 2009

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Impatiens walleriana

É uma injúria, um ultraje o apodo maria-sem-vergonha, dado a essa herbácea nativa nos sopés das montanhas Livingstone e Inyanga, localizadas na Tanzânia e em Moçambique. A grande produção de sementes e o desenvolvimento rápido de suas populações, não é motivo para tratá-la dessa maneira, pelo contrário, a exuberância visual lhe daria o direito de ser conhecida apenas como impaciente, já que as cápsulas que guardam suas sementes se abrem ao simples toque, deixando claro o frenesi, a vontade de cobrir os campos com seu colorido singular.

20 de outubro de 2009

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Caladium x hortulanum

O tinhorão, ou tajá como é conhecido pelos indígenas na região amazônica sempre foi ligado a crendices e práticas xamânicas. Serve como amuleto protegendo a maloca, mantendo longe as cobras e as onças. Os feiticeiros elaboram talismãs para afastar também, os demônios, os juruparis, como são conhecidos esses espíritos do mal.
São muitos os caladios cultivados por eles, e cada um satisfaz um desejo; há o que torna o índio um bom caçador e um bom pescador, o que combate o cansaço, existe um que torna o guerreiro invisível perante o inimigo. Porém, o mais encantador é o taja-kuat ou tajá-sol, que permite ao índio-caçador curar o mal da saudade: quando longe da amada, grita seu nome no centro vermelho da folha e assim, magicamente, o rosto dela surge no tajá acendido de paixão.
 

01 de outubro de 2009

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Aptenia cordifolia

Temos aqui uma forração ideal para encostas íngremes, onde há necessidade de controlar erosão. Associada com outras espécies rústicas como ela, progride em solos arenosos e pobres, onde pode formar imensas colônias. Inicialmente pode ser plantada a uma distância de 30 a 40 cm, entre as mudas.
Gosta de ventos marítimos, mas vegeta igualmente em regiões de cerrado, de caatinga e em lajes onde a umidade é escassa, nestes casos é um bom substituto dos gramados, no entanto não suporta o pisoteio. A espécie é denominada cordifolia em razão de suas folhas, em forma de coração. O sabor delas lembra um pouco o do espinafre.
 

01 de outubro de 2009

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Antirrhinum majus

A região do Mediterrâneo sempre foi palco de crendices populares, superstições, mau agouro, magia e boa ventura. Gregos, andaluzes, sicilianos, bereberes do norte da África e derviches turcos criaram uma cultura onde o fundamental é crer. As plantas tiveram sempre papel essencial, alimentando não apenas as bocas de todos eles, mas também seus espíritos sempre ávidos por histórias que reforçassem a fé.

A boca-de-leão sempre foi um amuleto eficaz para evitar ser enganado, quando carregado no bolso (pode ser apenas uma flor) ou na lapela do paletó. Plantado no jardim, formando um canteiro na frente da casa, é um santo preventivo para nos livrar das falsas aparências dos visitantes desconhecidos. Será? Bom não custa nada tentar, e mesmo que a mandinga não funcione, o jardim vai ficar lindo!

25 de setembro de 2009

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Acorus gramineus

No Japão, esta planta simboliza a coragem dos samurais, por causa da forma espadanada que suas folhas possuem e que lembram as espadas de combate, ou katanás, que os guerreiros usaram durante sete séculos.

Para lembrar estas glórias passadas, é celebrado o Tangu no Sekku (dia dos meninos) todo 5 de maio; nessa data as crianças, de sexo masculino, tomam um banho perfumado com essa planta (shobu-yu) devido a crença de que os poderes dela irão preservá-los de todo mal, além de inspirar-lhes sucesso.

O Mini-cálamo-do-japão pode ser usado na beira de espelhos-d’água, já que é palustre e também ciliar, podendo ter suas raízes um contato permanente ou periódico com a água. Peixinhos e rãs adoram a moita que esta herbácea forma e fazem dela seu habitat.
 

25 de setembro de 2009

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Planta da Semana - Forração

Pentas lanceolata

Se gostar de borboletas, e o jardim for localizado em regiões de cerrado, como Goiás ou Minas Gerais ou, até, no sertão baiano ou alagoano, onde as temperaturas são altas e a umidade é mínima; você precisa ter um canteiro com esta planta perene, que floresce quase que sem parar.

Os povos árabes inventaram um estudo baseado na geomancia, onde algumas plantas induziam a vivenciar experiências benéficas. A estrela-do-egito inspira tranqüilidade de espírito, persistência e segurança, segundo essa antiga ciência. Quiçá as borboletas transmitam tudo isso, influenciadas pela suave vibração dessas flores.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

28 de agosto de 2009

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Planta da Semana - Forração

Agapanthus africanus

Seu nome botânico deriva do grego agapas - amor e anthus – flor. Silvestre de uma região que contempla o encontro eterno do Oceano Índico com o Oceano Atlântico, cresce da mesma forma nos vales próximos a capital legislativa da África do Sul, Cidade do Cabo, como nas montanhas esverdeadas de Table Montain.

Nessa região, muito tempo antes do navegador português Bartolomeu Dias atingir, em 1487, o extremo Sul da costa africana, os sangomas (curandeiros) da tribo Xhosa preparavam um chá com as raízes para acalmar as dores do parto.

É uma excelente opção como flor de corte, já que as hastes são compridas, no entanto ao cortá-las lave a parte talhada para retirar a seiva pegajosa que dela escorre.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

18 de agosto de 2009

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