Dicas , Curiosidades , Para Pensar

Queimadas, um problema ambiental

Os aborígenes, australianos, africanos e os nossos, aqui, na América, tinham por hábito limpar a roça, queimando o terreno. Essa prática, infelizmente é empregada até hoje em muitas regiões do país e, na maioria das vezes, sem os cuidados necessários para evitar danos ao meio ambiente.

É comum ver estas queimadas quando andamos pelo interior de qualquer Estado. Quando viajamos de avião, especialmente se o vôo for noturno, é fácil perceber incêndios provocados em áreas rurais. Sobrevoando a região amazônica, ou as imensas extensões de Cerrado, em Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia ou Maranhão e normal presenciar essa prática.

Gostaria deixar um alerta para que se evite esse tipo de manejo agrícola, já que ele desgasta o solo ao retirar-lhe a umidade, desgastando de modo radical seus nutrientes, além de exterminar os microorganismos presentes nele, que garantem a fertilidade da camada superior.

Se, no entanto, a queimada for inevitável, recomendo os seguintes cuidados:

Em ...

11 de março de 2010

Nenhum comentário

Crônica , Para Pensar

A arca da aliança

Quando Moisés foi incumbido de construir a Arca da Aliança, teve que enfrentar uma série de vicissitudes. A ordem divina deveria ser realizada, e a primeira dificuldade a ser vencida era a de encontrar, no meio desse imenso deserto, uma árvore que lhe oferece se a madeira necessária para essa empreitada. O homem que se tornaria o libertador dos hebreus andou na frente de seu povo durante dias e dias pelo Deserto do Sinai, olhando sem parar ao seu redor e constatando a ausência de qualquer vegetação. Isso motivava ainda mais seu fervoroso desejo de encontrar um cipreste, uma oliveira, enfim algo com um tronco lenhoso para construir essa caixa que guardaria os dez mandamentos da lei de Deus.

Por fim, descendo de uma colina, em um final de tarde, surge como que desenhada por cima de um sol vermelho, uma acácia quase atarracada, cuja copa tinha multiplicado seus galhos ate atingir um espaço aéreo pleno de intrincados filigranas. Esses ramos estavam apoiados em um tronco, curto e reto...

12 de fevereiro de 2010

3 comentários

Crônica , Para Pensar

Uma história que parece não ter fim, conforme depoimento de um jequitibá


Tenha paciência, não me interrompa. Para contar esta minha história, preciso viajar no tempo, dar um imaginário salto, um pulo de ré, que me faça cair onde tudo se originou para dizer: “Era uma vez...” ou “Em tempos remotos...”.
Sim, seria um bom começo se eu não fosse uma árvore. Os humanos, a bicharada e até os seres mitológicos começam suas narrativas deste modo. Prefiro optar por uma forma mais vegetal, imaginando-me talvez um rebento a desabrochar suas próprias sensações.

Quero que sintam comigo essa insegurança que vivenciei, quando uma ventania me soprou no meio de um temporal estrondoso. Imaginem o que é voar sem asas, presa numa nuvem insensata e desvairada que, enceguecida, me libertou no meio do nada. Nada a contemplar e, depois da tempestade, nenhum barulho, apenas quietude e solidão.
Estava aí sozinha no meu minúsculo mundo que se resumia a um insignificante caroço, quando um incontrolável impulso fez com que desgarrasse a pele protetora, para poder soltar minha p...

03 de fevereiro de 2010

1 comentário

Para Pensar

Árvore do mundo

Por que as folhas caem?

No Alcorão, o livro sagrado do islamismo, relata se que Israel procurou a Terra de Sete Cores, para criar o primeiro homem; mas a Terra, talvez temerosa de esgotar se fornecendo indefinidamente a matéria prima para dar a vida e a forma de novas mulheres e novos homens, procurou Alá, e pediu, com humildade, em tom de súplica, que lhe fosse devolvida essa substancia, essa argila que servia para uma existência temporal, na hora da morte.

Alá, infinitamente justo, determinou então que, a partir desse momento, os corpos dos mortos deveriam ser enterrados e pediu a Israfel para ficar ao lado de seu trono, eliminando, da árvore do mundo, as folhas onde estão escritos os nomes dos que devem morrer.
É por isso que as folhas das árvores caem.

29 de janeiro de 2010

Nenhum comentário

Para Pensar

Haiti: um gigantesco pomar

Se partirmos da premissa que a fome é a primeira coisa a ser solucionada em um povo desesperado, as árvores frutíferas podem-se tornar uma resposta, à este drama que assola os haitianos há tanto tempo.

 


O Haiti é um país de dimensões pequenas, caberia vinte vezes na Bahia, poderia ser comparado com a Bélgica em tamanho e população, contudo as semelhanças terminam por aí mesmo, já que, se confrontarmos qualquer outro índice, ficaríamos chocados com os abismos que existem entre o país caribenho e o reino europeu.
Haiti é pobre, muito pobre. Entretanto quando Colombo desembarcou na Ilha Hispaniola, em 1492, exatamente neste local, descobrindo um novo continente, que mais tarde seria chamado de América, encontrou uma região rica, salpicada de palmeiras-reais (Roystonea regia), mognos (Swietenia mahagoni), carvalhos-do-haití (Catalpa longissima), pinheiros-hispaniolanos (Pinus occidentalis), leucenas (Leucaena leucocephala), paus-brasil (Caesalpinia echinata), paus-campeche (Haemat...

26 de janeiro de 2010

Nenhum comentário

Crônica , Para Pensar

As tragédias no litoral

"Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior. Há
sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros
atraem-nos como uma vertigem”. Antoine de Saint-Exupéry

Pois é, nos últimos dias, diversas regiões foram castigadas por chuvas
intermitentes, que ocasionaram deslizamentos de terra com enormes danos
materiais e, o que é pior, perdas humanas. As manchetes destacavam: "Acaso
infeliz" ou "Uma série de coincidências lastimáveis" e, até, "fatalidade".

Eu, entretanto, me recuso a atribuir ao fadado destino esta catástrofe
ambiental. A civilização tem sido bastante insensível com os sinais que o
nosso querido planeta vem dando já há muito tempo, e esta bola redonda que
chamamos de terra está doente e febril. Sua temperatura é preocupante e seu
corpo mostra feridas abertas que não cicatrizam.

Abusamos dela sulcando-a de estradas que não levam em conta sua necessidade
de respirar, implantamos bairros que atrofiam seu relevo e danificamos ...

20 de janeiro de 2010

Nenhum comentário

Crônica , Para Pensar

Comportamento Humano e Vegetal: Algumas coincidências

Há alguns tipos de comportamentos nas pessoas que, se prestarmos a devida atenção, também acharemos, ao menos de modo essencial, nas plantas.

A intolerância, por exemplo, é uma espécie de sentimento muito comum naqueles que encontram alguma dificuldade para se inserir num contexto social, isto é, pessoas inaptas para adaptarem seu modo de vida ao de outros. Esta intransigência pode levar homens e mulheres a um estado de completa solidão e auto-segregação cujo clímax pode levar a ataques de terrível violência.

Traçando uma analogia entre as pessoas e as árvores, eu gostaria de focalizar os eucaliptos. Se alguém parar para pensar acerca dessa árvore verá que existe uma semelhança entre pessoas intolerantes e os eucaliptos: essas árvores não suportam a proximidade de outras plantas. Dificilmente notar-se-á a presença de arbustos, grama ou qualquer outro tipo de vegetal perto deles.

Quando preciso criar um projeto paisagístico em uma área onde já existem...

15 de janeiro de 2010

3 comentários

Curiosidades , Para Pensar

O que é um mangue

Não tente responder que tem alguma coisa a ver com a Estação Primeira da Mangueira, ou com algum membro famoso dessa escola do samba, como Cartola, Jamelão ou Camila Pitanga. Não senhor! Tampouco é um pedaço de aquele tubo flexível que usamos para regar o jardim. Pois é não tem nada a ver com mangueira, seja aquele bairro de Recife ou do Rio de Janeiro ou, até a árvore que deixa, com seus frutos, o verão mais gostoso.


Os manguezais, meus amigos, formam um tipo de vegetação costeira. Ocorrem em regiões planas onde as águas salgadas das marés se misturam às águas doces dos rios. Esta combinação diminui a acidez e ajuda a consolidar e decompor as partículas, formando o lodo.

O mangue é alagado enquanto dura a maré alta e, na maré baixa, ficam aparentes as raízes rizóforos (raízes escoras) das cinco espécies de árvores que habitam esse ecossistema e que em quatro ou cinco anos podem alcançar quase vinte metros de altura, são elas: mangue-vermelho (Rizophora mangle), mangue-branc...

14 de janeiro de 2010

Nenhum comentário