Planta da Semana - Árvores , Dicas , Passo-a-passo

Como projetar um palmeiral

Suponhamos que você é um apaixonado por palmeiras e possui uma área de um alqueire (24.200 m²), mais ou menos, e sonha com ter uma coleção delas. Por onde começar?
 




Em primeiro lugar devemos separá-las pelas características. Embora possam parecer muito similares entre si, elas se diferenciam bastante. E é exatamente aí que precisamos colocar nossa atenção, para não correr o risco de plantar grupos de espécies diferentes, com aparência similar.

Uma regra básica é a de plantar grupos da mesma espécie, de preferência, em quantidade ímpar. Por exemplo: nove talipots, esse conjunto vai ocupar aproximadamente 400 m². Um caminho o atravessará e depois nos surpreenderemos com uma plantação de guriris que o margeiam, sinuosamente, por longos 70 ou 80 metros. O encanto está exatamente nesse contraponto, entre a palmeira de tronco único, de folhas palmadas e de porte enorme, com a outra, que é baixa, entouceirada e com folhas pinadas.

Se o relevo do terreno for variável, ótim...

17 de agosto de 2010

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Crônica , Planta da Semana - Árvores

O louro

A esposa do Imperador Augusto, Lívia Drusila (55 a.C.- 31 d.C.) estava sentada distraidamente em um banco de mármore, no seu jardim, quando uma águia deixou cair em seu colo uma galinha quase tão branca quanto o alvíssimo carrara que servira de material para o assento. A galinha Leghorn (talvez a primeira da Roma Antiga) carregava, no bico, um ramo de louro com muitos frutinhos. Júpiter a enviara como uma emblemática mensageira de paz e as sementes foram lançadas nas margens do Rio Tibre, perto do “Palatino di Lívia” como era chamada a residência da Imperatriz.
Com o tempo esse espaço se transformou em um bosque de loureiros, calmo e aprazível, aonde os nobres romanos iam em busca da paz.


NA GASTRONOMIA
Mas, é claro, além de sossego e de concórdia, esta arvorezinha é ótima para quem gosta da boa cozinha e não dispensa o bom e tradicional bouquet garni, que leva como ingrediente principal o louro, alem do tomilho e da salsinha. Os três formam um bouquet amarrado por um barbant...

13 de julho de 2010

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Planta da Semana - Árvores

A mãe de todas as mães

Não, não é um concurso para eleger a mulher que deu à luz mais filhos, nem a mais desvelada, nem sequer a genitora perfeita. Hoje preciso e quero venerar aquela de cujo útero surgiu à própria vida: A PACHAMAMA.

Os aymarás, os quéchuas e outros povos das regiões andinas do Equador, Peru, Bolívia e noroeste da Argentina, acreditam que esta divindade, que os protege e gera toda forma de vida, é a Pachamama. Ela, e só ela, promove a fertilidade e a fecundidade da terra, verdadeiro inicio de tudo aquilo que palpita neste planeta.

As nações primitivas atribuíam a suas deusas o milagre de engendrar a existência das coisas e dos seres vivos. Os astecas batizaram a Mãe-Terra de Teteoinnan, dela nasceram todos os deuses, inclusive Xochiquetzal (flor bela), uma Mãe-Terra jovem que regia o amor e a gravidez e que era representada no meio de flores, no México Central. Na religião Puebla, entre os índios do sudeste norte-americano, os Kachinas eram seres divinos que atendiam as súplicas dos n...

07 de maio de 2010

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Planta da Semana - Árvores

Crista-de-galo

Raras as vezes em que vejo uma árvore se entrosar de uma forma tão intensa no lugar em que vive. Esta espécie é nativa no sul do país e também no Paraguai, Uruguai e Argentina. Recentemente, nos dois últimos, foi declarada “flor nacional” e cresce nos brejos e nas margens dos cursos de água, ajudando na fixação e elevação dos solos das centenas de ilhas que formam o delta do Rio Paraná, com seus 350 rios e 17.500km2.

Os ilhéus usam sua madeira leve para construir canoas e colméias e também gamelas, tamancos, bóias de rede e até, a estrutura das selas de suas montarias. Os ramos contorcidos servem de apoio a orquídeas e bromélias que se misturam com as flores vermelho-sangue ou cor-de-rosa, estas últimas mais freqüentes no Brasil.

28 de dezembro de 2009

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Planta da Semana - Árvores

Castanheira-de-macaco (Couroupita guianensis)

Os induistas cultivam a árvore, nos tempos consagrados a Shiva, motivados pelo fato da flor lembrar a forma de um “nagam”, a serpente sagrada.

Interessante que no Panamá, particularmente, na cidade Rio de Jesus, é considerada milagrosa, possivelmente porque floresce na Semana Santa.

Crenças a parte o abricó-de-macaco é notável por sua copa de forma piramidal, flores enormes que se soltam diretamente do tronco e os frutos, com 25 cm de diâmetro que, bizarramente, lembram balas antigas de canhão. Prefere clima quente e úmido.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

23 de novembro de 2009

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Planta da Semana - Árvores

Cecropia hololeuca

Uma das particularidades das paisagens tropicais é a diversidade de cores da vegetação que ali existe, cores mesmo! Não tonalidade de verde, apenas, como é comum nas regiões do hemisfério norte. Outra característica notável é o tamanho e a forma das folhas dessas plantas típicas nos fundos de vale, onde a umidade e o calor são altos.

A embaúba-prateada é uma representante típica dessa situação; possui folhas grandes, com um diâmetro de até 80cm e sua cor cinza-esbranquiçada lhe dá um surpreendente destaque, mesmo a grande distância.

Os talos ocos eram utilizados, pelos índios, na forma de encanamento, para conduzir água e, às vezes, como instrumento de comunicação a distância, por isso mo Haiti é chamada de Árvore-das-trombetas.

No altiplano boliviano usam as folhas, depois de torradas, para misturá-las as folha de coca antes de mastigá-las; este é um hábito milenar entre os quíchuas e os aimarás.

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21 de setembro de 2009

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Planta da Semana - Árvores

Anadenanthera colubrina

Em uma das regiões mais enigmática da antiguidade americana, conhecida como Tiahuanaco, viveu um povo 3.500 anos atrás; o local fica a uns 70 kg de La Paz, na Bolívia. Os Xamãs dessa tribo inalaram o pó das sementes desta árvore depois de secas, torradas e moídas; essa espécie de rapé permitia alucinações onde apenas esses curandeiros se aventuravam, já que o resto da aldeia se referia ao cebil como se fosse um fruto proibido, algo assim como a árvore da bíblica da ciência do bem e do mal.

Hoje sabemos que essa pratica pode ser perigosa, por isso é melhor destaca-la apenas pelo fato de atrair abelhas que graças a suas flores aromáticas, fabricam um mel maravilhoso. Também pode ser indicada para barrancos erodidos onde ira estabilizar o solo, atingindo em 3 ou 4 anos mais de 5 m de altura.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

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21 de agosto de 2009

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Planta da Semana - Árvores

Cassia ferruginea

Não é exigente com o solo onde será plantada, suportando bem aqueles considerados pobres; tolera o sol direto, mesmo na sua fase inicial de crescimento, é rápida; o tronco reto, coberto por uma casca acinzentada, mais ou menos lisa, é imune a brocas; tem uma florada espetacular durante a primavera.

Que mais podemos querer desta árvore? Bem, talvez, mais nada, no entanto deveríamos estar atentos a suas longas favas que mudam do verde ao marrom destacando-se no inverno quando a árvore está despida de sua folhagem. Mas atentos por quê? Por que no interior dessas favas tem umas sementes que são vistas como verdadeiras iguarias pelos periquitos, pelas maritacas e alguns outros alegres e famintos visitantes alados.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

18 de agosto de 2009

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