São plantas que, fixadas nos troncos e ramos das árvores, vivem sem parasitá-las, produzindo seu próprio alimento através da fotossíntese.
Quando contemplo uma árvore tomada por essa vegetação, imagino como essas peregrinas planetárias se associaram para aprender a simples arte da convivência: o truque de viver juntas enfrentando o frio, a seca e muitas vezes a fome. Observando sempre a mesma paisagem, aprenderam a crescer fortes, descobrindo como uma era importante para a outra. Claro que, no fundo, sabiam que o convívio não lhes era indispensável, que podiam ser autônomas, sem qualquer dependência que as obrigasse a suportar as dificuldades da coexistência mútua.
Epífitas em Santa Elena, Costa Rica
Mas era tão bom celebrar a vitória juntas. Renunciar ao próprio bem para aconchegar-se uma na outra e receber os orvalhos matutinos como quem recepciona a própria vida. Nessas visões percebi a capacidade que algumas têm, naturalmente, de acolher bromélias que absorvem, pelas r...
Epífitas
O uso do vetiver na estabilização de taludes e encostas
Por sugestão do meu consultor, o Engenheiro Agrônomo Fernando Andrade, da Agrogeo Engenharia, deixo aqui uma informação preciosa, considerando as tragédias das últimas semanas.

Não vou me estender escrevendo sobre essa gramínea perene que, às vezes, alcança quase 2m de altura, com raízes que penetram o solo até 6m de profundidade e que pode viver séculos. Prefiro que vocês, que acompanham o Jardim das Ideias, entrem no www.deflor.com.br/portugues/pdf/boletim3.pdf e fiquem sabendo dos benefícios que a planta proporciona na recuperação de taludes erodidos em consequência das chuvas.
Na Indonésia, Índia, África e também na Polinésia é utilizada na fabricação de cestas, tapetes e como cobertura das casas. Mas é na perfumaria que até agora fez fama. Em 1978, na Espanha, foi lançado o Vetiver de Puig. Um pouco antes, em 1959 o Vetiver de Guerlain fazia sucesso entre os homens, assim como, mais recentemente, o perfume Vetiver Hombre, de Adolfo Dominguez e, entre outros, a Eau de ...
Criatividade
"A desobediência é uma virtude necessária à criatividade."
Raul Seixas
O paisagista contemporâneo precisa ser criativo, um pouco atrevido e bastante destemido para não ter medo do insucesso.
Vera Cortes, da Flores e Jardins Paisagismo (41- 3343.0660) mostrou que não obedece ao conservadorismo fácil quando fez este painel com quatro latas de tinta usadas, soldadas de modo aleatório e acompanhadas por plantas de sol e trepadeiras.
Turfa, humus ou terra vegetal?
A paisagista Simoni Christini, de Poá – SP, diz que: “Muitas lojas do ramo não sabem indicar corretamente ao cliente para que servem, por sua vez, tenho constatado que o cliente compra pelo preço, achando que é tudo igual”

Humus de minhoca
Vou resumir a diferencia entre esses produtos orgânicos:
TURFA

Turfa
É oriunda de matéria orgânica depositada nas várzeas dos rios (juncos, árvores etc) durante um longo período geológico e que, por causa da umidade, não sofreu decomposição e transformo-se em mineral. A turfa é uma rocha com alto teor de substâncias húmicas e com capacidade de segurar água e sais minerais, além de reter vários metais pesados, contribuindo para o equilíbrio do meio ambiente.
Incorporada ao solo, aumenta a atividade microbiana, inibe a salinização, já que os nutrientes minerais ficam protegidos pela turfa, junto às raízes das plantas. É importante nos solos arenosos, ampliando a retenção de água e, nos argilosos, reduz a densidade, aumentando...
São Paulo e eu
O título, à primeira vista, parece um pouco vaidoso. Mas não temam. Não há arrogância alguma, apenas quarenta anos de convivência com uma cidade que apreendi a amar e que me adotou como se fosse seu legítimo filho.

Avenida Paulista (vista do alto)
Em princípio pensei no Rio de Janeiro, como destino das minhas ilusões. Lá poderia trabalhar junto com Roberto Burle Marx, ir à praia, frequentar o Bar Luiz, na Rua da Assembléia, passear no Parque Lage, ou simplesmente beber um chope no antigo bar Veloso — que hoje se chama Garota de Ipanema. Entretanto escolhi São Paulo. Isto não parecia coerente, já que ninguém me convidara para trabalhar naquilo que estava pautado na minha vida e que era desenhar jardins.
Na época a cidade tinha 3,7 milhões habitantes, o MASP era inaugurado, enquanto o último bonde deixava de circular, e um ex-diretor da Associação Comercial de São Paulo, Paulo Maluf, era nomeado para a Prefeitura de São Paulo, pelo governador Abreu Sodré. Quase em seguida deu-...
A regulamentação da profissão de paisagista
Dora Jardim sugere falar da perseguição a paisagistas autodidatas, gente que já está no ramo há mais de 20 anos trabalhando e que, por razões pessoais não puderam cursar uma universidade, mas que são muito bons no que fazem.
Perseguição é um termo um pouco forte. O que realmente há é uma espécie de lobby que privilegia os arquitetos em detrimento de outros profissionais e também daqueles que, através do conhecimento empírico, adquiriram conhecimentos e sabedoria suficiente para habilitá-los à criar projetos.
ALGUNS EXEMPLOS

Na foto, Burle Marx, maior paisagista de todos os tempos
Le Corbusier projetou sua primeira casa aos dezoito anos, em 1905, na sua cidade natal, La Chaux-de-Fonds, e nunca frequentou, pelo menos como estudante, uma faculdade de arquitetura.
Frank Lloyd Wright estudou engenharia e faltando poucas semanas para sua graduação, abandonou o curso e foi trabalhar em Chicago como desenhista no escritório de Silsbee, um arquiteto famoso. Foi um dos m...
Árvores para a região litorânea do sul do Brasil

Mimosa bimucronata
Nas restingas e mangues do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Do Sul vegetam espécies que merecem mais divulgação entre os paisagistas. Por sugestão de Sonja Boechat, professora aposentada do Departamento de Botânica da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), vou citar algumas:
| NOME BOTÂNICO | NOME POPULAR |
|---|---|
| Alchornea glandulosa | tanheiro |
| Alchornea triplinervia | pau-jangada |
| Annona glabra | araticum-da-praia |
| Aspidosperma parvifolium | guatambu-oliva |
| Bactris setosa | palmeira-coco-de-natal |
| Blepharocalyx salicifolius | murta |
O semeador de estrelas


A Lituânia é uma das três Repúblicas Bálticas. Kaunas, antiga capital do país, é a segunda maior cidade depois de Vilnius, sua capital atual
Lá, na confluência dos rios Nemunas e Neris, há um grande número de esculturas espalhadas nas ruas. Porém uma delas chama a atenção, especialmente quando começa a anoitecer. A sombra da estátua, obra do artista plástico Morfai, é projetada numa parede em que ele pintou um punhado de estrelas. De dia a obra não oferece grandes atrativos, mas, à noite, revela uma imagem poética, mostrando o Seeder (semeador), iluminando o espaço com elas.







