Dicas

Flores da estação, para os canteiros na primavera


Foto: Fr Antunes

Um canteiro florido, logo na entrada da casa, é uma forma alegre de dar as boas-vindas a quem nos visita. Não é necessário que esse maciço seja imponente. Diria mesmo que se for singelo, com apenas uma espécie ou, no máximo duas, desde que se complementem, estaremos emoldurando esse acesso principal. Como esse tipo de planta dura apenas alguns meses, teremos a oportunidade de criar cenários diferentes a cada temporada.

Ah! Um aspecto importante: as plantas de estação são baratas e devem ser plantadas com o devido espaçamento para que durem e floresçam mais e melhor. Dependendo do tamanho que irão alcançar, são assentadas na terra a 20, 25 ou 30 centímetros, uma das outras e de modo triangular. Dessa forma precisaremos de 25, 16 ou 9 mudas, por metro quadrado. Consulte sobre o desenvolvimento da muda na hora da compra. O solo deve ser turfoso, formado por um substrato orgânico com boa porosidade.

A seguir relacionamos as espécies mais cultivadas (consulte abrevi...

30 de setembro de 2009

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Crônica

Os deuses, a chuva e a primavera

O que será que a chuva irá me trazer?
Qual é a promessa dessas gotas mornas que a primavera transpira?


 
Tlaloc

Os Astecas veneravam Tlaloc, deus da umidade, dos raios e tormentas; ele casou com Chalchiutlicue, sua irmã, sempre vestida com túnicas de jade que cuidava dos mares e dos lagos, e também dos filhos, que gerava em forma de nuvens. A serpente de ouro o acompanhava, simbolizando o relâmpago e o trovão, viviam em Tlalocan, um paraíso aquático onde brotavam milhares de ninféias amarelas.

As pessoas sentiam por eles uma emoção confusa que misturava reverência e temor, já que às vezes, enfurecidos, disparavam granizo e inundavam os campos de milho; por isso, por pura precaução faziam oferendas com pulque e pamonhas na tentativa de minimizar a ira desse casal sobrenatural.

Mas tudo isto foi há muito tempo, em uma época em que éramos temerosos frente ao desconhecido e ao incerto; hoje, sabidos e cheios de convicções, não damos a mínima para essas histórias fabulosas e os p...

29 de setembro de 2009

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Curiosidades

Signo de Libra (23 de setembro a 22 de outubro)


Rosmarinus officinalis - Alecrim

O signo de Libra irá influenciar, nos próximos dias, a harmonia e o equilíbrio e tudo aquilo que habita no jardim. Por ser uma época produtiva e com chuvas freqüentes, a germinação das sementes será acelerada.

Entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro a lua será crescente, portanto é um período ideal para cortar ervas perfumadas, como por exemplo: alfazema, citronela, marcela-do-campo e alecrim, uma vez que secam mais rápido, quando penduradas em locais ventilados e sombreados.

Este signo combina com rosas, hortênsias, amor-perfeito, narcisos, jacintos, prímulas e lisiantos.
 

28 de setembro de 2009

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Acacia farnesiana

Suas flores expandem uma fragrância adocicada, porém, nada enjoativa. A prova disso esta no Murmure, de Van Cleef, que usa a essência delas para elaborar seu perfume.

Essa Acácia-amarela não é, digamos, deslumbrante, é para ser sentida, para deixar que ela penetre no nosso íntimo, sutilmente, usando seu aroma para nos deleitar. Os Aztecas juraram que estas árvores os protegiam das fúrias climáticas, trazidas pelos ventos do leste, que eram comandadas por Hurakan, deus das tempestades. Era, para eles, uma planta abençoada, cujas folhas, os ticitl (médicos-feiticeiros) preparavam uma pomada anti-inflamatória.

O duque Alessandro Farnese, que se tornou Papa em 1534, mandou que Vignola plantasse nos jardins da Villa Farnesina, um grupo delas. Este aristocrata sabia apreciar o belo. Já pontífice, e com o nome de Paulo III, encomendou os afrescos da Capela Sistina a Michelangelo. Ele sempre será lembrado, não apenas, por causa do Concilio de Trento (um dos mais importantes da Igreja), m...

25 de setembro de 2009

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Beaumontia grandiflora

As trepadeiras são um tanto folgadas, dependem sempre de um apoio, de algo ou de alguém que as amparem para irem à busca da luz e, assim, florescer, soltar sementes e perpetuar a espécie.

Longe de criticá-las, admito que precisam de nossa ajuda para ficarem bonitas, e no caso da trombeta-branca, esse auxílio pode ter uma recompensa interessante, se a conduzirmos em uma pérgula, solidamente construída, para que seus galhos pesados sejam sustentados. As flores enormes e alvas se sobressaem no meio à folhagem escura e, ainda por cima, exalam um perfume delicioso. Imaginou ler um livro sob a sombra desse cipó? Imagine.

25 de setembro de 2009

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Antirrhinum majus

A região do Mediterrâneo sempre foi palco de crendices populares, superstições, mau agouro, magia e boa ventura. Gregos, andaluzes, sicilianos, bereberes do norte da África e derviches turcos criaram uma cultura onde o fundamental é crer. As plantas tiveram sempre papel essencial, alimentando não apenas as bocas de todos eles, mas também seus espíritos sempre ávidos por histórias que reforçassem a fé.

A boca-de-leão sempre foi um amuleto eficaz para evitar ser enganado, quando carregado no bolso (pode ser apenas uma flor) ou na lapela do paletó. Plantado no jardim, formando um canteiro na frente da casa, é um santo preventivo para nos livrar das falsas aparências dos visitantes desconhecidos. Será? Bom não custa nada tentar, e mesmo que a mandinga não funcione, o jardim vai ficar lindo!

25 de setembro de 2009

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Bixa orellana

Muito antes de Cabral ter aportado nestas nossas terras, os índios urucuzavam seus corpos para protegê-los dos insetos e do sol escaldante. Quando o navegante e sua tripulação se depararam com esses nativos, os chamaram de peles-vermelhas, por causa da cor produzida pelo constante uso da pasta, produzida com as sementes.

Hoje esse corante vermelho é comercializado com o nome de colorau e exportado para a Europa, onde é utilizado para pigmentar a casca de queijos como, o Cheddar e o Mimolette, entre outros. Aqui é usado em pães, sopas, arroz e carnes assadas, especialmente na culinária nordestina.

A árvore é pouco aproveitada pelos paisagistas, o que é uma pena, já que sua aparência e chamativa, tanto pelas suas flores, como pelos seus frutos.

25 de setembro de 2009

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Bauhinia galpinii

Imagine-se tomando sol na margem do Rio Limpopo, em uma pedra totalmente revestida por um musgo bem verdinho. Lá você contempla uma encosta do Monte Dombo, no sul de Moçambique, quase na fronteira com a África do Sul e a Suazilândia.

No meio do verde surgem às flores vermelhas do mubondo ou mun’ando como são chamadas pelo inyanga, literalmente o homem das árvores, o curandeiro zulu, especialista em ervas que curam.

Esse arbusto acostumou a crescer assim, meio que recostado nas ladeiras e ribanceiras dessa região paradisíaca da África Meridional. O clima é muito parecido com aquele predominante na Mata Atlântica, do sudoeste do Brasil.
Por isso, lembre-se dela quando precisar uma espécie resistente para um talude, onde o solo é geralmente pobre.
 

25 de setembro de 2009

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