Crônica

Um Réveillon na Floresta

Hoje, último dia de um ano exaurido, contemplo em plena quinta-feira a multidão andando pelas ruas, como se fosse sábado, aliás, nos últimos anos tenho percebido que as pessoas se comportam de uma maneira engraçada, quase de modo infantil nesta data, até parece que a glândula supra-renal produz um hormônio diferente. Não é bem adrenalina é um principio ativo, mais ativo e efusivo que se apresenta a caráter, produzindo trinos e bramidos. Há uma energia, uma força, algo difícil de mensurar que obriga a sorrir e brindar. É como se todos os anos um operário divino fosse incumbido de dar uma mão de verniz, contendo essências vitais que recobram e remoçam.
Esta pincelada cósmica que nos atinge cobre também a padaria da esquina, os carros e o som de suas buzinas, e ajudada pela brisa que alcança a floresta onde sutilmente da um banho em cada uma das folhas, espirrando vigor também nas cascas, que como esponjas absorvem, para embriagar flores e frutos.


Perto de onde eu moro, uma primave...

31 de dezembro de 2009

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Crônica

Os Druidas e os Denodrocidas

O título desta crônica mais parece um trava-língua, do que a rotulação de alguns comentários que pretendo fazer nos próximos minutos. No entanto a coisa é bastante séria, independente do título que parece ter surgido de um teste fonoaudiológico.


Os druidas eram uma espécie de sacerdotes, de ministros religiosos, que se colocavam como intermediários entre os celtas e seus deuses. Essa civilização, que existiu entre o segundo milênio a.C. e o século I d.C., quando Cláudio conquista a Bretanha e a incorpora ao Império Romano, tinha nas árvores um símbolo ideal de ligação entre o céu e o espaço onde viviam. Não edificavam templos nem igrejas, o santuário era o próprio bosque, onde o altar-mor surgia sempre, junto a um imponente carvalho. Homens e mulheres adoravam a vida representada por: choupos, aveleiras, ciprestes e sorveiras sentados na relva, enquanto oravam na esperança de que essas árvores intercedessem, levando cada súplica à Danu, a Grande-Mãe, Deusa da Terra.
Pois é, um...

31 de dezembro de 2009

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Crônica

Paisagismo à beira-mar

“Impossível exprimir os sentimentos que dominam o observador enquanto os seus olhos contemplam o cenário lindamente variado que se apresenta a entrada do porto, cenário talvez sem rival na face da terra, e em que a natureza parece ter exaurido todas as suas energias. Tenho visitado desde então muitos lugares famosos pela beleza e magnificência, mas nenhum deles me deixou na mente igual impressão. Até onde à vista alcança na baia, belas ilhas verdejantes e cobertas de palmeiras se viam surgir da espessura, enquanto as colinas e altaneiras montanhas que a circundam, douradas pelo sol poente, formavam uma moldura adequada a tal quadro. À noite as luzes da cidade produzem belo efeito, e quando a brisa da terra começou a soprar, trazia em suas asas o delicioso aroma da flor da laranjeira e outras flores perfumosas, que me deliciavam tanto mais por haver estado tanto tempo privado da companhia das flores. Ceilão tem sido decantada pelos viajantes por causa de suas especiarias odoríferas, ...

30 de dezembro de 2009

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Crônica

As Sofridas Plantas do Interior

Nesta crônica, Raul Cânovas questiona o uso de plantas para ambientes internos. Será a estética mais importante que a saúde das plantas?

 

Sei que, aparentemente, há um contra-senso quando fico exasperado, deparando-me com tantas plantas nos ambientes internos; para alguns decoradores pode parecer um absurdo que um paisagista não defenda a fartura do “verde” na decoração. Mas será que a superabundância tem alguma coisa a ver com graça e elegância? Se considerarmos a delicadeza de expressão um resultado do bom gosto, seguramente não.
Por outra parte, como justificar a captura de um indefeso bambu-mossô sendo trancafiado para sempre dentro de um cachepô? Você acha lindo? Acha mesmo? Então me permita ser intérprete desse Phyllostachys pubescens como, pomposamente, é conhecido pelos botânicos. Assim que encostado em um canto do ambiente, ao lado de uma autêntica poltrona Barcelona, a planta fica estremecida ao perceber que as paredes e um forro de gesso limitam sua existência; mais ...

29 de dezembro de 2009

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Planta da Semana - Árvores

Crista-de-galo

Raras as vezes em que vejo uma árvore se entrosar de uma forma tão intensa no lugar em que vive. Esta espécie é nativa no sul do país e também no Paraguai, Uruguai e Argentina. Recentemente, nos dois últimos, foi declarada “flor nacional” e cresce nos brejos e nas margens dos cursos de água, ajudando na fixação e elevação dos solos das centenas de ilhas que formam o delta do Rio Paraná, com seus 350 rios e 17.500km2.

Os ilhéus usam sua madeira leve para construir canoas e colméias e também gamelas, tamancos, bóias de rede e até, a estrutura das selas de suas montarias. Os ramos contorcidos servem de apoio a orquídeas e bromélias que se misturam com as flores vermelho-sangue ou cor-de-rosa, estas últimas mais freqüentes no Brasil.

28 de dezembro de 2009

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Crônica

Um Natal enfeitado de ilusões

Hoje é véspera de Natal. Dia de nos encontrarmos com aqueles que são especiais para trocar não só presentes mas também carinho e amor. Para celebrar a data, Raul Cânovas nos presentou com uma bela crônica de Natal. Feliz Natal, amigos!

Lá estava ele mais uma vez, no meio do jardim, cercado pelas caixas de enfeites que acumularam um fino pó, enquanto esperaram no sótão por mais um dezembro. Tinha um pouco de tudo: bolas coloridas e brilhantes, penduricalhos que pareciam feitos com cetim, adornos chineses e até fitas metalizadas que cuidadosamente enroladas resistiam ano após ano o solene ofício de decorar o pinheiro de natal, permanecendo tão bem conservadas que sempre pareciam estreantes.
Já ia pegar a escada (o pinheiro tinha crescido muito), quando ouviu uma voz aguda e penetrante que parecia surgir do nada perguntando:
- O que você fez de janeiro para cá, além de esperar pela chuva?
Uma outra voz menos estridente respondeu:
- Aguardei o dissolvimento das nuvens, porque nã...

24 de dezembro de 2009

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Dicas

Algumas pragas e seu controle – Parte III

Segue mais um post com dicas de como combater pragas.

Cigarrinha

Ataca principalmente as pastagens, alimentando-se da seiva do capim. Pode transmitir doenças de origem viral. Nos gramados só ocorre em áreas sombreadas, nesse caso é importante reduzir a umidade do local.

1. Alternativo: Metanat PM, da Natural Rural; Metarril M102, da Itaforte.



Cobras


1. Alternativo: Plantio de alho social (Tilbaghia violaceae) ao redor de casas e instalações de animais.

2. Mecânico – O cheiro e a fumaça dos chifres de boi, queimados numa fogueira, as afugentam.

Cochonilhas

As de carapaça, uma vez estabelecidas, tornam-se imóveis, fixando-se nas superfície das folhas, formando colônias e sugando a seiva; atacam também frutos e ramos. Expelem um líquido açucarado que favorece o aparecimento da fumagina que, com o tempo, acaba por recobrir a folha dificultando a respiração e a fotossíntese. Essa fumagina atrai as formigas, que contribuem para sua propagaçã...

23 de dezembro de 2009

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Curiosidades

Signo de capricórnio (22 de dezembro a 20 de janeiro)

Momento oportuno para revolver a terra dos canteiros, melhorando a respiração das raízes. A época é propícia para os trabalhos na horta.

As árvores que fornecem madeiras nobres, como é o caso de: jatobá, imbuia, peroba, cedro e jacarandá-da-bahia, entre outras, terão um futuro promissor, se plantadas neste período.

A violeta, a orquídea e o lírio tigrado, representam bem este signo e os capricornianos estão entre os principais admiradores da natureza.


Cedro - Cedrela fissilis
 

23 de dezembro de 2009

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