
Cordyline terminalis.

Abutilon megapotamicum, Psidium cattleyanum e Allamanda blanchetti.
Nas grandes cidades é muito comum à tendência de criar no último andar dos edifícios um projeto diferenciado. As coberturas apresentam uma grande vantagem pelo fato de serem praticamente casas e estarem localizadas em regiões muito bem servidas em termos de comércio e de serviços. Quando arquitetonicamente bem planejadas, elas reúnem nas áreas externas, espaços destinados a uma boa churrasqueira, a uma piscina, pequena, sem dúvida, mas muito bem aproveitada nos dias de verão e a um jardim que se ergue como um oásis em meio a tanto concreto.
O problema mais sério na construção de espaços paisagísticos em coberturas diz respeito às plantas do jardim: muitas não vingam, outras ficam com uma aparência triste e meio desbotada. Por isso, as plantas a serem usadas para compor o jardim devem gostar de sol pleno e vento, ou seja, tem que possuir uma rusticidade que lhes permita suportar, com uma certa indiferença, as mudanças bruscas de temperaturas e – mais importante ainda – não podem ser plantas que possuam raízes muito profundas, ou agressivas. Apesar dessas limitações é possível projetar um jardim obedecendo a um estilo determinado, e isso podendo inclusive contar com árvores como murtas, magnólias de flores roxas e também algumas frutíferas, que com o passar do tempo podem proporcionar uma sombra muito agradável.
A impermeabilização e as camadas drenantes devem ser feitas antes do aterro dos canteiros, para evitar problemas graves de infiltrações. Contra ao que normalmente se acredita, o jardim não causa umidade, nem vazamentos; mas, ao contrário, a terra funciona como um isolante termo-acústico que minimiza enormemente as mudanças climáticas. A fim de que possamos compreender isso melhor, imaginemos uma laje nua, exposta às intempéries – por volta das sete horas – a temperatura no mês de agosto pode baixar até zero grau centígrados – se por qualquer motivo o inverno passar por um daqueles veranicos, tão comuns no sudeste – às duas da tarde essa laje vai estar bastante quente e se logo em seguida chover a temperatura pode cair bruscamente outra vez; com todas essas mudanças é lógico que essa superfície sofra dilatações e, como conseqüência, acabe apresentando rachaduras. Por isso é aconselhável à construção de um jardim por cima das lajes, desde que se tome as devidas precauções, a durabilidade das estruturas de concreto tende a aumentar e não a diminuir.








eliene vila nova comentou dia 17 de outubro:
Oi Raul, saibas que adorei o seu trabalho, fiquei apaixonada por seu livro, ainda mais que recebi de presente da Sthil, muito obrigada.
Estou colocando uma postagem especial no meu blog, espero que gostes.
Já virei fã, afinal sou da turma que sonha com um pedacinho de terra para plantar e para colher.
Beijos
michael francisco da silva comentou dia 18 de outubro:
minhas mouduras
lia comentou dia 19 de outubro:
que legal
Fabricio Anzorena comentou dia 19 de outubro:
Muito bonitas!!!
Jordison comentou dia 19 de outubro:
Essa flor é mara!!!!