Os gerânios pendentes

A mais notável e admirada entre todas as plantas pingentes é perfeita para ser cultivada em jardineiras que recebam muito sol


Pelargonium

 

O nome gerânio deriva do grego “pelargós”, nome dado à cegonha, ave migratória da Europa e da Ásia Ocidental. Nesta última região, mais precisamente na Armênia, ela é o pássaro-símbolo do país. Isto se deve à similitude das vagens que guardam as sementes, parecidas com o formato do bico que ela possui. A cegonha serviu como inspiração ao que talvez seja o mais famoso dos origamis japoneses: o “tsuru”.

Os gerânios foram vistos por primeira vez na África do Sul e levados ao Hortus Academicus da Universidade de Leiden, na Holanda, logo depois de sua fundação, em 1590 e cultivados pelos jardineiros chefiados pelo botânico flamenco Carolus Clusius, diretor do Horto. Ele, que também fora médico da corte do imperador Maximiliano II e responsável pelos jardins do palácio, introduziu, além do gerânio, a tulipa que trouxera da Turquia e a batata, levada do Peru pelos espanhóis, anos antes. A planta rapidamente se popularizou e em 1631, John Tradescant, conhecido como “O Velho”, comprou sementes em Paris, levando-as em seguida à Inglaterra, onde Johannes Burman, professor de botânica da Universidade de Amsterdão as batiza com o nome de Pelargonium, em pleno século XVIII, transformando-as em um dos “objetos de desejo” da Era Vitoriana.


Várias flores de Gerânios

A planta da qual falo faz parte de um gênero com 270 espécies, mas se caracteriza pelos talos estreitos e folhas com formas muito similares às da hera-inglesa. Comporta-se como uma trepadeira, rasteira ou mais comumente como planta pendente. Suas flores, desde o início da primavera até finais do outono, tem menos pétalas do que outros gerânios e podem ser simples ou dobradas, nas cores mais variadas, principalmente: cor-de-rosa, rosa-pálido, vários tons de vermelho, lilás e matizadas.

É marcante sua presença na Andaluzia, nos cantões da Suíça e em outras regiões da Europa. Isto indica que são plantas que precisam de invernos frios, marcantes, com temperaturas que podem descer até menos 5° sem, no entanto sofrer as consequências das geadas ou da neve. Gostam de bastante sol, no mínimo quatro horas diárias, por esse motivo são cultivadas, geralmente, nas sacadas e nos pátios internos das casas. Aqui se adaptam bem nas regiões serranas, como: Campos do Jordão, Petrópolis, nas serras do Espírito Santo e nos estados do sul do país, não sendo seu cultivo recomendado em áreas litorâneas ou nos trópicos.

Cultive-as em jardineiras, nas sacadas, para que possam debruçar-se formando cortinas florais que amenizem a fachada dura e fria do prédio.

Autor: Raul Cânovas

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