Para Pensar

Projeto Belezura?

A Prefeitura de São Paulo vai gastar grande parte de uma verba de R$ 15 milhões em plantinhas floríferas, reavivando parte do projeto da administração anterior. O que você acha?



Preciso dar minha opinião. Se dois terços desse montante fossem usados no plantio de árvores, disporíamos de R$ 10 milhões. O preço de uma muda com 2,20 metros de altura gira em torno de R$ 20,00. Somando a esse valor os gastos com transporte, adubação, tutoramento e a mão de obra para o plantio — abrangendo o acompanhamento técnico — o valor final não ultrapassaria R$ 35,00 por árvore plantada.

Pois é, a verba daria para 285 mil mudas. Não vão pensar que não gosto de agapantos ou de margaridinhas. É obvio que canteiros multicoloridos trazem alegria ao município, entretanto, e sempre existe um entretanto, o beneficio das espécies arbóreas é infinitamente maior. Vejam se não:

— Removem parte do monóxido de carbono e absorvem poluentes (140 kg de poeiras ao ano, em media, é o que absorve uma árvore adulta);
— Estabilizam a temperatura, com redução no verão e uma sensação de frio menor no inverno, por causa da umidade que produzem;
— Constituem barreiras contra os ventos;
— Diminuem os ruídos;
— Recuperam córregos, evitando assoreamento do leito e o desgaste das margens;
— Estabilizam áreas em declive, controlando a erosão;
— Alimentam pássaros, especialmente os que controlam pragas urbanas;
— Absorvem o excesso de água ocasionado pelas chuvas. Uma área arborizada absorve 95% da água de chuva. Se asfaltada, a absorção é zero.

Essas são, certamente, as principais virtudes, das muitas, que as árvores possuem.

A Prefeitura de São Paulo informa que a cidade que administra tem 49,96% de sua área, com cobertura vegetal. Acredita? Também não! Promete plantar 800 mil árvores até 2012. Para honrar o compromisso terá que assentar, diariamente, mais ou menos 1,5 mil mudas. É possível?

Bem, com uma centena de jardineiros treinados e equipados, talvez consiga. Porém, a realidade é outra: as mudas são plantadas de qualquer maneira, sem adubação, sem acompanhamento técnico no local, não são irrigadas durante a operação de plantio e, o pior de tudo, não há uma manutenção posterior. As equipes destinadas à conservação de áreas verdes se limitam ao corte de grama — aliás, à ceifa do mato, já que é difícil encontrar na cidade um espaço verdadeiramente gramado. Por isso, duvido que alcancem essa meta.

A cidade de São Paulo tem 11 milhões de habitantes e totaliza 17.970 quilômetros de ruas e avenidas. Plantando uma essência arbórea a cada 10 metros, (nas duas calçadas de cada rua ou avenida) seriam necessárias 3.594.000 mudas, para um perfeito arborizado. Teríamos desse modo, em números redondos, 3 árvores para cada paulistano — o que é considerado de muito bom grado para nossa saúde física e mental.

Isso evitaria, pelo menos em parte, que 22 pessoas morressem por dia por causa de problemas respiratórios ocasionados pelos poluentes que a fumaça dos veículos desprendem. O ar paulistano acumula, anualmente, 3 milhões de toneladas de poluentes, sendo que 90% são emitidos por veículos automotores. Hoje a cidade é a 5ª metrópole mais poluída do planeta, segundo informa o Centro de Informações e Pesquisas Atmosféricas da Inglaterra.

Essa contaminação atmosférica é responsável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) por um número maior de mortes, do que, somadas junto: o trânsito, os homicídios, as doenças infecciosas e as do sistema nervoso, em decorrência de problemas cardíacos ou respiratórios, ocasionados pela exposição reiterada ao ar poluído. A mesma OMS observa que a cada 10 microgramas por metro cúbico de poluentes, o risco de câncer de pulmão aumenta em 12 %. São Paulo registra 20 microgramas por metro cúbico, acima do padrão recomendado, o dobro, portanto.

Árvores não são uma mágica solução, mas ajudariam e muito à minimizar estes problemas.

Desculpe se de alguma forma fui por demais incisivo e desprovido da polidez que se espera, quando alguém critica a administração municipal. Mas já que me despojei de algumas cortesias, vou aproveitar para repreender o paisagista que trata as áreas verdes como lugares onde apenas o resultado estético é considerado.

Reprovo, da mesma forma, o arquiteto que isola a mansão com um “jardin minimaliste”. Por fim, meio que mal educadamente com você, paciente leitor, também o censuro pela apatia diante dessa árvore que padece languidamente, em um minguado quadrado, na sua calçada.

19 de agosto de 2010

40 comentários

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  • Bárbara Cuzziol comentou dia 13 de agosto:

    Parabéns Raul por este site e pela iniciativa de dar a sua opinião em um assunto que diz respeito a todos nós. Concordo com o que disse e sofro toda vez q vejo estas mudas plantadas de qualquer maneira sem praticamente nenhum acompanhamento posterior. É triste pelo nosso bolso e mais triste ainda pela própria planta. Vamos fazer a nossa parte ao menos com aquelas que estão em frente à nossa casa! grande abraço

  • Nas Quatro Estações comentou dia 14 de agosto:

    Admirável Raul Canovas,
    Este site é uma das melhores revistas digitais que tivemos o prazer e a sorte de encontrar, vindo pelos caminhos do youtube até chegarmos no Jardim das Ideias. Que delícia e passaríamos toda a tarde lendo.
    A respeito da matéria, gostaria de parabenizar o alerta que o fez com tanta propriedade e sensatez (o que lhe é natural, além do talento) e poder ver tantos os paulistanos como os sorocabanos (que também sofrem com o mesmo "deficit") a não só pensarem sobre o assunto, mas cobrarem uma posição efetiva das autoridades competentes para melhorarmos as paisagens urbanas nos 5 sentidos humanos, como também nos sentidos: ambiental, social, econômico, histórico e educacional, a seguir, assim, de exemplo para todos os brasileiros.
    Se alguém como o senhor coloca essa questão em destaque, temos certeza de que o leitor compreenderá melhor ( e tomara sejam muitos leitores) e o peso da cobrança é de maior resposabilidade para todas as autoridades que deveriam estar, com a lógica precisa, que o senhor apresentou, com as mãos na massa para tornarem possíveis ruas arborizadas (uma vez que as calçadas também deveriam estar em ordem para gestantes, deficientes, idosos em especial e todos os demais pedestres), parques arborizados propriciando sombras em cidades muito quentes no verão, etc. E nem falei dos benefícios para a fauna.
    Amo as flores. Mas podemos ter tudo. Desde que em locais certos e com funções corretas.
    Seu alerta tem um valor indispensável e precioso. Parabéns e agradecemos muito.

  • Carla Dantas comentou dia 14 de agosto:

    Realmente absurdo!

  • Ana Mancini comentou dia 15 de agosto:

    Raul, mais claro impossível, não dá prá não concordar!!! Parabéns pelo site.
    Saudade e beijos ...

  • Fabiana Santiago comentou dia 16 de agosto:

    Olá Raul, Mais uma vez não tenho como não concordar, você disse tudo que nós estamos precisando ouvir, sentir e fazer...
    Parabéns pelo texto maravilhoso.
    Beijos para todos,Saudades...
    Fabi

  • Solange comentou dia 16 de agosto:

    Olá Raul, concordo plenamente com você, todos sabemos que a preocupação de nossas autoridades não é com a população(que é a parte mais importante)e nem com meio ambiente, mas puramente econômica no sentido de beneficiar determinadas "pessoas".É muito triste observarmos o descaso por um grande presente que Deus nos concedeu, pois somos privilegiados em relação a outros países quanto ao clima, solo e espaço territorial, e mesmo assim nossas autoridades inssistem em brincar com Deus e com a população.
    Obrigada pela oportunidade.

  • Daniel da Cunha Rinaldi comentou dia 16 de agosto:

    Querido Raul,

    Fiquei feliz por mais essa iniciativa sua, que Deus te abençoe sempre em tudo o que você fizer; com relação à esta embromação do "belezura II", é extremamente lamentável como é tratado a coisa($) pública além do que esse tipo de "licitação" já é meio que direcionado. Por vezes eu tenho observado e me indignado com o super plantio de arvores na Marginal Tietê, infelizmente virou um verdadeiro cemitério de arvores em exposição, a impressão que se tem é que os paulistanos (governantes) tem raiva de arvores; numa ocasião eu parei num pequeno recuo para autos, e notei um monte de mudas de arvores mortas, tive a curiodidade de puxar uma e cavei um tanto onde só encontrei entulho(80%) e pouquissimo solo de má qualidade, sem nenhum adubo e ainda mais o plantio em época inadequada (seca) que horror. A pergunta é até qdo vai faltar bom senso e seriedade? Estamos todos no mesmo barco (planeta Terra) bom, enfim, é só um desabafo, não sei bem se o espaço é para isso, me perdoe se me alonguei. Eu acho que vale realmente essa questão de cuidarmos o melhor possível das arvores nas nossas calçadas. Fique com Deus e um forte abraço. Daniel da Cunha Rinaldi

  • Denise Beltran comentou dia 16 de agosto:

    Oi Raul, que saudades!!!!
    Gostei muito do blog e do assunto que vc colocou. Concordo inteiramente com sua opinião!
    Sou uma observadora dos jardins públicos e sempre me pergunto se a prefeitura não tem um paisagista inteligente e honesto que trabalhe para eles.
    Vejo coisas incríveis, mudas e mais mudas morrendo depois de plantadas...
    Falta de acompanhamento dos plantios e depois de 1 ou 2 anos a troca de tudo, ou a permanência de canteiros com terra pisada e lixo em meio a algumas minúsculas e heróicas mudas pisoteadas.
    O mau uso do nosso dinheiro está em todas as áreas, mas no paisagismo da cidade fica explícito!
    Uma pena!
    Mas sou a favor de reclamarmos, formarmos novas opiniões através da concretização das pessoas mais próximas. Para ajudar nisso estou encaminhando seu blog para todas as pessoas inteligentes que conheço!
    Por favor continue sempre nos dando sua importante opinião, não desanime nunca!
    Um grande abraço!

  • Angélica Bruckner comentou dia 17 de agosto:

    Adorei o site e a matéria também!! É importante que notícias como essas se espalhem pelo mundo, consciêntizando as pessoas da importância do verde em nossas vidas, bem mais do que estética ou status..mas uma comunhão com o que há de maior: a vida!!

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    Mais do que isso Carla,

    É um contra-senso, porque contraria necessidades básicas do munícipe que gasta com internações e medicamentos por causa da falta de caso com o Meio Ambiente.

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    Por falar em Sorocaba, como estão os projetos de arborização urbana?

    A prefeitura cumpriu as promessas do projeto “Minha Cidade Mais Verde”?

    A Secretaria de Obras da Cidade é atuante no diz respeito às árvores em passeios e áreas verdes?

    Fico grato pelos comentários carinhosos.

    Abraços

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    Obrigado Ana,

    Que tal me ajudar à divulgar tudo isto? Repasse à seus amigos.

    Beijo grande!

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    Obrigado Fabi,

    Ficaria feliz se divulgasse esse texto junto a seus alunos; é um momento propício para conscientizar às pessoas.

    Beijos

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    De maneira nenhuma Daniel,

    Você não se alongou demais; o espaço precisa de opiniões e de desabafos.

    Obrigado meu amigo!

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    Poxa Solange,

    Fico emocionado com a repercussão deste texto. Saiba que somos nós que agradecemos a oportunidade que vocês propiciam.

    Vamos lutar para sermos atendidos pelas autoridades que escolhemos, quando votamos neles.

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    Oba! Que bom que você gostou Denise,

    Sabe? Tento de todas as formas que a cidade seja mais acolhedora, me recuso à “desviver”. Quero uma São Paulo parideira de felicidades.

    Agradeço sua disponibilidade de divulgar o blog e prometo combater com meu esforço as iniqüidades que se cometem com o verde.

    Um abraço para você e Fernando

  • Jardim das Ideias comentou dia 17 de agosto:

    Ficamos felizes, Angélica,

    Esse texto, assim como outros do blog, é dirigido às pessoas sensíveis como você. Há uma parcela cada vez mais significativa da humanidade que sente, e também compreende, a natureza como algo capital e de maior importância.

    Ajude-nos divulgando estes princípios. Obrigado.

    Abraços

  • Lizete Taborda comentou dia 18 de agosto:

    Querido Raul... sempre preocupado com o nosso planeta. Adorei tua máteria, acho q todos nós e principalmente todos os governantes, q são os q tem mais poder, tem obrigação de se preocupar mais com o meio ambiente, mas, infelizmente não é assim q acontece.Só nos enganam, prometendo coisas q nunca vão cumprir. A vantagem é só deles. Um grande abraço. Lizete

  • erisson rosati comentou dia 18 de agosto:

    Raul, está 100% apoiado!!! Fico feliz em ver que alguém tem coragem de falar sobre um tema tão importante e tão esquecido como este. Achoq ue nossa cidade poderia melhorar infinitamente com mais verde. Mas sou do lema de que é poreciso agir, cada um começando por seu pedaço e não esperar pelos governantes. Creio que se cada um cuidasse de sua calçada e das praças de seu bairro, a cidade ficaria MUIIITO melhor. Eu já faço isso (estou tentando, vide que a prefeitura adora dificultar). Abs e sucesso

  • carmen silvia prieto comentou dia 18 de agosto:

    É isso ai, vamos colocar a boca no trombone,só assim podemos mostrar quantos absurdos são feitos nessa cidade sem nenhum critério.

  • Natalina Cândido de Jesus comentou dia 18 de agosto:

    Olá Raul,está de parabéns por este site e por ter abordado um assunto tão importante não só para um estado e sim para um pais inteiro.Fico feliz em saber que ainda existe pessoa consciente como você.Abraços.

  • martha elizabeth corazza comentou dia 18 de agosto:

    Raul, parabéns pelo site e pelo texto. Mas, ah! que tristeza, acho que estamos numa batalha tão desigual. Nem dirigentes nem "cidadãos" parecem notar a falta que uma árvore faz e essa exposição de mudas mal cuidadas, de árvores sitiadas por concreto, o desleixo e a ignorância dos que maltratam ou simplesmente ignoram as plantas, dão um nó na garganta. Nasci há 56 anos neste bairro e sinto muita falta dos seus jardins, quase todos substituídos por horrendas garagens e portões feiosos. Os incorporadores imobiliários são os campeões do horror: derrubam tudo, árvores, arbustos e até mesmo jogam no lixo as plantas viçosas de jardins das casas demolidas. No lugar, plantam canteiros raquíticos e mudas esparsas, os tais "minimalistas" e ainda, para cúmulo da hipocrisia, anunciam com orgulho que tal ou qual empreendimento está "próximo ao parque da Aclimação". Batizam com nomes poéticos, como "Bosque não sei das quantas" ou "jardim do eden", depois de concretarem tudo. Aqui no nosso quarteirão, no Cambuci, é uma luta diária para conter a ira dos vizinhos contra as quatro únicas árvores do pedaço, uma delas em frente à nossa casa. A sanha dessas pessoas é ativada pela "sujeira" das folhas e, não fosse nossa posição firme, adeus árvore. No passado, em outra casa, plantamos uma lindíssima quaresmeira (muda do Manequinho Lopes) e uma pitangueira, que enchia a calçada de passarinhos. Assim que nos mudamos para outra casa, as plantas foram sumariamente cortadas, porque "sujavam a calçada". Imagine que, em outra rua, os flanelinhas transformaram o tronco de uma árvore em "porta-chaves", com vários pregos. Assim que percebemos, interferimos e pedimos que tirassem os pregos imediatamente, no que fomos atendidos. Mas e daí? como conviver com gente que faz esse tipo de coisa? Ultimamente, porém, temos uma doce "revanche": quebramos a calçada diretamente sob a janela da sala, adubamos um belo canteirinho e plantamos jasmim-murta, gerânios e uma lindíssma trepadeira (ipomeia) que cobriu a janela, avança pelas paredes e enche o triste quarteirão de flores vermelhas durante meses, espalhando flores, folhas e atraindo pássaros e abelhas.
    Desculpe pelo tamanho do comentário mas o seu texto tocou num ponto crítico, nessa alma essencial que a cidade está destruindo.

    abs
    Martha

  • Rose Antonelli comentou dia 18 de agosto:

    Aqui em Brasília, os canteiros floridos são uma atração à parte: coisa linda, de cartão postal mesmo. Mas o trabalhão que envolve o pessoal, irrigação e adubação, além das constantes trocas das mudinhas, tem um preço. Porém, o que grande parte da população não sabe, é que existe um lindo trabalho social que envolve portadores de necessidades especiais e menores carentes aprendizes nos viveiros de plantas da Novacap. Isso não tem preço;-) Sempre há um "entretanto" !!!

  • Nercy Terezinha de Souza Massud comentou dia 18 de agosto:

    Olá concordo com você, não sou puxa saco porque aliás, vc nem me conhece. Mas desde que li uma reportagem com vc e o secretário MA de SP percebi que havia um grande descompasso entre o quê vcs colocavam pra S.Paulo e o quê o secretario propunha, desconhecimento total da pasta que ele está no comando. È isso aí quem sabe sabe e deve ensinar, parabéns, boca no trombone.

  • Ricardo Lombardi comentou dia 18 de agosto:

    Olá Raul, feliz seu comentário, triste a nossa realidade, não só a de São Paulo, mas por muitos lugares que conheço me parece que sempre é da mesma maneira, deve ser alguma tática política, mais descaso, falta de conhecimento, muitas aparências, pouco resultado que nos traga benefícios e até necessidades. Isto eles desconhecem. Imaginem que em minha cidade, São João del-Rei, ditos entendidos do assunto foram capazes de elevar todos os canteiros de jardins em 1 metros, em que árvores até centenárias ali estão e 5 anos após, retiraram estes canteiros. Não tenho nem palavras para isto. Calombos no início do caule, alguns aporeceram outros nasceram raizes e aí vai. Para mim é caso de polícia, temos realmente que denunciar e divulgar todos os descasos, principalmente com dinheiro público.
    Grande abraço, sucesso.

  • Paulo V Mans comentou dia 19 de agosto:

    Parabéns Raul Canovas por mais esta brilhanta ferramenta que é o site,quem sabe sabe parabéns mais uma vez pelo alerta.

    Um grande abraço,sucesso

    Paulo Mans
    Santa Cruz do Sul - RS

  • Sandra comentou dia 19 de agosto:

    Como sempre, muito bem colocado! Interessante e instrutivo.

  • Jardim das Ideias comentou dia 19 de agosto:

    Pois é Lizete,

    Agora temos uma boa oportunidade escolhendo, de forma pensada, pessoas que representem os anseios da sociedade.

    Votar não deveria ser um dever enfadonho e sim um direito cabal que conquistamos e que nos entusiasma.

    Um abraço enorme para você

  • Jardim das Ideias comentou dia 19 de agosto:

    Que bom Erisson,

    Também estou feliz sabendo que pessoas como você tomam iniciativas.

    Vamos formar uma corrente ativa, que cobre das autoridades municipais ações eco-urbanas, em proveito de todos.

    Abraços

  • Jardim das Ideias comentou dia 19 de agosto:

    Poxa Rose,

    Gostaria que você nos enviasse mais informações ao respeito desse trabalho social. Quem sabe possamos divulgá-lo no blog.

    Abraços

  • Jardim das Ideias comentou dia 19 de agosto:

    Bacana Martha,

    Eu também sinto um nó na garganta, de vez em quando. Especialmente vendo essa arquitetura paisagística forânea e sem graça. Você se queixa dos nomes tipo: “Bosque de qualquer coisa” ou “Jardim do Éden”, entretanto pior do que isso é “Chateau La Villette” ou “Prince of Pérsia” denotando uma falta de estima nacionalista lamentável.

    Gostei de seu comentário, não tenho nada que desculpar, pelo contrario, agradeço o retorno.

    Abraços

  • Jardim das Ideias comentou dia 19 de agosto:

    Oh! Nercy,

    Mas agora estou conhecendo você. Fico satisfeito sabendo que acompanha minhas “cobranças” junto ao poder público.

    Seu comentário fortalece!

    Abraços

  • Jardim das Ideias comentou dia 19 de agosto:

    Uai Ricardo!

    São João del Rei não tem seu acervo arquitetônico, tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN, há mais de 60 anos?

    Sendo assim uma denuncia se faz necessária e obrigatória.

    Sua cidade é encantadora e a canja de galinha que vocês fazem, não tem igual no mundo!

    Abraço enorme

  • Rosemeri Lima comentou dia 20 de agosto:

    Raul, acredito que a Prefeitura de são Paulo está sendo mal acessorada, pois outro dia vi uma reportagem que perderam todas as mudas que foram plantadas meses atrás as margens do rio tiete em pleno período de seca, não sobrou uma, falta de profissionalismo.

  • SONIA CESARINO SCIGLIANO comentou dia 21 de agosto:

    Oi Raul!
    Ouvimos tantas coisas, tantos dados, estatísticas e não nos damos ao trabalho de colocar na ponta do lapis estes números para perceber que são irreais e impossíveis de serem atingidos! Voce fez isso e comprovou que esta meta é impossível de ser realizada.
    Lanço aqui uma proposta: chega de plantar árvores! Vamos incentivar sim a formação de mutirões para conservar,fazer manutenção e salvar as já existentes!! Impediríamos assim que mais mudas plantadas seguissem o mesmo caminho de morte ou de sobrevivência de poucas em péssimas condições. Abraço, Sonia

  • Juny Carvalho Paisagista comentou dia 24 de agosto:

    Concordo com o Cânovas e o apoio em todas as suas considerações. Sou paisagista tbm e gosto de árvores e as considero demais em meus projetos paisagísticos; e as considero na sua importante função mesmo. Função estética, claro, mas não somente ela me move a querê-las presente na cidade que moro atualmente. Adorei a brilhante opinião de Cânovas. Um grande abraço a ele e a vcs, nesse espaço privilegiado. Juny

  • Katia Soria comentou dia 30 de agosto:

    Concordo plenamente.Precisamos replantar o que eles destroem.Sou Paisagista em Salvador-Ba e converso demais com meus clientes pessoa física e jurídica, principalmente as construtoras para reporem o que derrubam e se querem plantar vegetação rasteira por que não plantá-las ao redor das árvores ou embaixo delas.Convido para nos ver na Casa Cor Bahia 2010.Um grande abraço.

  • Aparecida Protazio comentou dia 26 de janeiro:

    È muito legal saber que as pessoas estao se preocupando com o nosso planeta, fazendo projeto de arborizaçao; para que as futuras geraçoes venham usufruir os bons frutos da sustentabilidade; e assim seguirem contribuindo para amenizar os efeitos do aquecimento global.

  • Raul Cânovas comentou dia 26 de janeiro:

    Pois é Aparecida,

    Menos de 10% dos brasileiros relacionam problemas ambientais entre os mais importantes do país. O desmatamento é o item mais lembrado. Indústrias, prefeituras e os próprios cidadãos são vistos como principais vilões ambientais em pesquisa realizada pelo Vox Populi, há algum tempo.

    Mas, graças ao bom Pai, a consciência ecológica das pessoas está aumentando, mas os problemas ambientais do país ainda recebem pouca atenção por parte da população, especialmente aqueles que estão na frente dos nossos olhos, como: lixo nas ruas, árvores sem espaço suficiente nas calçadas, manutenção das áreas públicas feitas sem técnica, etc.

    Creio que, no meio de tantas tragédias ocasionadas pelas chuvas, não devemos ficar preocupados pensando se Deus está do nosso lado. Somos nós que precisamos estar ao lado Dele, cuidando de tudo o que Ele nos propiciou.

    Abraços

  • Raul Cânovas comentou dia 22 de fevereiro:

    Pois é Aparecida,

    Menos de 10% dos brasileiros relacionam problemas ambientais entre os mais importantes do país; desmatamento é item mais lembrado. Indústrias, prefeituras e os próprios cidadãos são vistos como principais vilões ambientais, em pesquisa realizada pelo Vox Populi, há algum tempo.

    Mas, graças ao bom Pai, a consciência ecológica das pessoas está aumentando, mas os problemas ambientais do país ainda recebem pouca atenção por parte da população, especialmente aqueles que estão na frente dos nossos olhos, como: lixo nas ruas, árvores sem espaço suficiente nas calçadas, manutenção das áreas públicas feitas sem técnica, etc.

    Creio que, no meio de tantas tragédias ocasionadas pelas chuvas, não devemos ficar preocupados pensando se Deus está do nosso lado. Somos nós que precisamos estar ao lado Dele, cuidando de tudo o que Ele nos propiciou.

    Abraços,