
Os aborígenes, australianos, africanos e os nossos, aqui, na América, tinham por hábito limpar a roça, queimando o terreno. Essa prática, infelizmente é empregada até hoje em muitas regiões do país e, na maioria das vezes, sem os cuidados necessários para evitar danos ao meio ambiente.
É comum ver estas queimadas quando andamos pelo interior de qualquer Estado. Quando viajamos de avião, especialmente se o vôo for noturno, é fácil perceber incêndios provocados em áreas rurais. Sobrevoando a região amazônica, ou as imensas extensões de Cerrado, em Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia ou Maranhão e normal presenciar essa prática.
Gostaria deixar um alerta para que se evite esse tipo de manejo agrícola, já que ele desgasta o solo ao retirar-lhe a umidade, desgastando de modo radical seus nutrientes, além de exterminar os microorganismos presentes nele, que garantem a fertilidade da camada superior.
Se, no entanto, a queimada for inevitável, recomendo os seguintes cuidados:
1° Em áreas próximas de reservas ambientais, não realize queimadas;
2° Avise seus vizinhos o dia que irá fazer à queimada;
3° Faça a tarefa a noite, já que a umidade reduz a propagação;
4° Ao redor do terreno a ser queimado, faça uma faixa corta-fogo de, pelo menos, 5 m de largura;
5° Confine os animais;
6° Acenda o fogo de fora para dentro;
7° Fique atento a direção dos ventos;
8° Deixe anotado o telefone dos bombeiros, para chamá-los em caso de emergência;
9° A cada 200 m coloque alguém, para vigiar o fogo;
10° A queimada não deve ser feita a menos de 2 km das construções.








Pure Vodka comentou dia 22 de maio:
Já sabia que a queimada não é muito boa para os micro-organismos superiores, no entanto devo dizer que fiz uma horta e foi fundamental ir fazendo pequenas queimas antes de poder cavar o solo.
A terra da minha horta é muito barrenta, no inverno sai em torrões maiores que a enxada e no verão seca ao ponto de parecer pedra. Não dá mesmo.
A queimada ajudou imenso, uma vez que a terra ficou muito boa para poder ser cavada.
A curto/médio prazo os micro-organismos vão voltar uma vez que os há a mais profundidade, e os nutrientes não se perdem assim tanto visto que a queima é feita com material biodegradável, e vai-se sempre adubando.