Palmeiras , Planta da Semana - Palmeiras

Jerivá ou Coqueiro-gerivá (Syagrus romanzoffiana)

Típica no planalto meridional e na região do Chaco, seu uso não é restringido apenas ao paisagístico, já que é muito utilizada em jardins públicos e residenciais, mas também, no caso do tronco, a construções rurais e piers para atracação de embarcações. As folhas são usadas em cestaria e os frutos além de comestíveis são aproveitadas na fabricação de sabão.

Mas é nos jardins onde o jerivá tem luzimento, apenas deve-se tomar cuidado com suas folhas, pesadas e grandes, que ao cair sobre uma residência pode quebrar as telhas.

O escudo da Província del Chaco, Argentina, ostenta um pindó, como é conhecido naquele país, no centro da imagem, deixando claro a importância histórica-econômica dessa palmeira.

Confira a ficha completa na Biblioteca de Espécies.

14 de dezembro de 2009

10 comentários

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  • sirlei comentou dia 23 de dezembro:

    Gostaria de todas as informações sobre o coqueiro gerivá como: aspectos de plantio, adubação, fitossanidade, indice de pega etc... grata

  • Raul Cânovas comentou dia 28 de dezembro:

    Olá Sirlei,

    Seguem as informações que pede:

    Syagrus romanzoffiana.

    coqueiro-gerivá, jerivá, jeribá baba-de-boi, coco-de-catarro, coquinho, coco-babão.

    · Típica no planalto meridional e na região do Chaco, seu uso não é restringido apenas ao paisagístico, já que é muito utilizada em jardins públicos e residenciais, mas também, no caso do tronco, a construções rurais e piers para atracação de embarcações. As folhas são usadas em cestaria e os frutos além de comestíveis são aproveitadas na fabricação de sabão.
    Mas é nos jardins onde o jerivá tem luzimento, apenas deve-se tomar cuidado com suas folhas, pesadas e grandes, que ao cair sobre uma residência pode quebrar as telhas.
    O escudo da Província del Chaco, Argentina, ostenta um pindó, como é conhecido naquele país, no centro da imagem, deixando claro a importância histórica-econômica dessa palmeira.

    Sinônimos estrangeiros:
    queen palm, cocos palm, jeriva (em inglês); coco plumoso, pindó, arecastrum, coquitos, gerivá, jerivá, palma chirivá, palma de la reina, palma del monte ,pindó de misiones ´cheribau ,dátil,cocos(em espanhol).

    Família:
    Arecaceae.

    Porte:
    de 8 a 20 m de altura.Na mata densa pode alcançar 25 m.

    Fenologia:
    Atemporal (depende da região) mais freqüente no verão.

    Cor da flor:
    Amarelada.

    Cor da folhagem:
    Verde-escuro.

    Origem:
    Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e nordeste da Argentina até o delta do Paraná.

    Clima:
    tropical / subtropical (tolera geadas).

    Luminosidade:
    Sol pleno.

    As sementes germinam em 3 meses, as vezes demoram mais, dependendo da época e da região. Devem ser selecionadas as mais secas e submergidas em água por dois dias, para quebrar a dormência. Em seguida são colocadas, na sombra, em cima de uma camada de 3 cm de areia grossa e cobertas por outra camada de substrato com a mesma espessura.

    Mantidas úmidas ate alcançar mais ou menos 15 cm, devem ser transplantadas para sacos plásticos e colocadas a meia- sombra até que, já com 40 cm, possam ser transplantadas ao local definitivo

    S. romanzoffiana prefere locais ensolarados, solos drenados, um tanto arenosos, ligeiramente ácidos, ou neutros; ricos em nitrogênio, ferro e manganês. Uma adubação com NPK 15-10-15 + micronutrientes é aconselhável. Desenvolve se melhor em regiões com umidade alta, especialmente em época de crescimento, suporta o frio e as geadas leves.

    São pouco afetadas por doenças ou pragas. Ácaros, cochonilhas ou pulgões, surgem quando plantadas em locais muito sombreados, sob lajes ou interiores. Nos jardins, por causa do excesso de iluminação noturna, são infestadas por lagartas da borboleta Brassolis, que se alimentam dos folíolos novos. O controlo é feito com Dipel, pulverizando a coroa foliar. É raro, mais tem acontecido ataque de nematóide.

    Acho que é isso aí que queria saber. Certo?

    Abraço.

  • Noe Severo comentou dia 06 de janeiro:

    Tenho em meu jardim aproximadamente 10 Jerivás, porem dois deles estão apresentando rachaduras no caule aparentando apodrecimento, o que pode ser? como posso resolver? Os jerivas são novos verca de 4 anos.

  • Raul Cânovas comentou dia 10 de janeiro:

    Olha só Noe,

    Esses jerivás, pelo que tudo indica, foram infestados por resinose. É um fungo que ataca coqueiros e outras plantas jovens ou adultas. Caracteriza-se pelo escurecimento e intumescimento da casca, formando rachaduras verticais no estipe (tronco), seguidos de intensa exsudação de goma. Abaixo da casca do jerivá, observa-se um escurecimento dos tecidos o qual se prolonga até a parte interna. Ocorrem também amarelecimento e queda de folias. Deve se evitar ferimentos na planta, desinfetar tesouras, facão e qualquer outra ferramenta para não contaminar os outros.
    Lhe aconselho fazer uma espécie de cirurgia de limpeza com um canivete ou faca bem afiada, retirando todo o tecido afetado e queimando-o em seguida, depois aplique pasta bordalesa ou um fungicida à base de cobre, nas rachaduras.
    Seguramente os coqueiros carecem de alguns nutrientes como: enxofre, boro e cobre. Recomendo uma adubação, para cada jerivá, feita com:
    * 300 g de superfosfato simples;
    * 50 g de bórax;
    * 10 g de uréia, misturada com 1 litro de água e aplicada com regador no pé. Repetir 3 vezes com um intervalo de 30 dias;
    * 50 g de sulfato de potássio.

    Isto vai resolver. Abraços,

  • Fabricia comentou dia 12 de fevereiro:

    Caro Sergio
    tenho um jerivá do lado da piscina em casa...ele sempre muito produtivo (folhas e cachos). Agora nessa epoca de chuva as folhas estao amarelando e secando rapidamente e o cacho começa a amadurecer (fica amarelo com as folhes) e nao 'da fruto ...vai ficand preto e seca completamente. O que ele tem?? o que devo fazer???
    obrigada

  • Raul Cânovas comentou dia 21 de fevereiro:

    Olá Fabricia,

    Na falta do Sergio, eu Raul, vou tentar resolver sua questão.

    Pela sua descrição acho que seu jerivá está com uma doença conhecida como anel-vermelho, ocasionada por nematóide.

    Os sintomas são caracterizados pelo amarelecimento das folhas, começando pela seca da ponta para a base. Elas secam e quebram na base. Com o avanço da doença, essas folhas inferiores ficam penduradas, presas ao tronco do jerivá.

    Infelizmente essa doença tem poucas esperanças de cura. Pode tentar armadilhas para capturar o inseto vetor ou um controle biológico usando um fungo conhecido como Beauveria bassiana que causa doença fatal nesse inseto. Ver: www.naturalrural.com.br

    Abraços,

  • Thaise comentou dia 21 de maio:

    Olá. Tenho cinco coqueiros jerivá perto da piscina e suas folhas estão amareladas. Pode ser deficiência de algum nutriente? Já foi feita uma adubação mas parece não ter resolvido o problema. Obrigada

  • Raul Cânovas comentou dia 25 de maio:

    Certamente Thaise,

    Eles estão carentes de alguns nutrientes, seguramente de nitrogênio e também de cálcio e magnésio. Obviamente precisaria vê-los e até talvez analisar o solo para detectar com precisão quais são as carências e qual a medida que necessita ser suprida.

    Em princípio, pode aplicar sem receios:

    * 300g de calcário dolomítico,
    * 200g de salitre do Chile,
    * 500g de torta de mamona.

    Revolva o solo na hora de aplicar.

    Abraços,

  • joao comentou dia 20 de junho:

    quantos centimetros o geriva cresce por ano e quato tempo ele leva para atingir três (3) metros.
    gratos

  • Raul Cânovas comentou dia 22 de junho:

    Olá João,

    Isto depende de uma série de fatores climáticos e da fertilidade do solo. Entretanto, para alcançar 3 metros, até a ponta do palmito, calcule aproximadamente 2 anos e meio.

    Abraços,